Aos que só agora tiveram conhecimento deste lugar de almas bem vivas, e a todos os que desalmadamente se enterram connosco há algum tempo, informo ou relembro que este bando de Gente Morta tem uma banda: os Clear Cat Pebble Eyes ‚ em boa hora nascidos por mercê do nosso de imediato groupie e Fan Club President Vasco Grilo. E com um casting nada abaixo de extraordinário.

Tendo sido incumbida das funções de tour planner, e prontamente armada de mapas particulares e cartografia geral, verifico que mal tenho de mexer uma palha para cumprir a missão. Ora vejamos o ponto da situação: de acordo com as brilhantes indicações do nosso escolástico metafísico de serviço, esta banda vai ter um Verão de feira em feira, sem falhar a Ovibeja nem a oportunidade de chocalhantes aplausos. Como se sabe, é palco para lanzuda audiência cuja atenção é sempre díficil de cativar. Quem ganha a Ovibeja já nada tem a recear do mundo.

Nem do mundo e nem da abertura do torneio de futebol ribeirinho para veteranos “As Árvores Morrem de Pé” - segundo a pronta sugestão do apontado guitarrista PMS, especialista em Projecção de Almas (em Technicolor). As estatísticas denunciam público pouco caloroso, mas que habitualmente não atira garrafas para o palco.

Mais difíceis, mas não impossíveis de acompanhar, serão os concertos que por certo aqui terão lugar. Os Clear Cat Pebble Eyes já são dados como certos em Atlantis e Shangri-la, sem nunca esquecer Xanadu, e ainda nos castelos habitados pelos cavaleiros do Rei Artur; com Gulliver, arrancarão suspiros ou, quem sabe, corações, em Lilliput e Brobdingnag. Está também em agenda uma actuação especial em Frivola, ilha do Pacífico onde MSF já esteve em reperage.
Estamos ainda a preparar equipamento especial para a viagem a Capillaria, país submarino onde a vertente masculina da banda fará furor, já que, como adverte ou promete nosso MSF, Capillaria é uma terra sem homens e de gigantescas mulheres louras. (As outras criaturinhas que por lá abundam não vêm agora nada ao caso, de certeza que este vai ser um concerto de comer e chorar por mais… e que vai fazer de nossos instrumentistas gente apta para vencer a maratona até debaixo de água).
Parece-me que não corremos o risco de ir parar a Figlefia, e muito menos iremos, mas com grande pena, a Abaton, luzente cidade sem lugar preciso no mapa. Também ainda não recebemos convite (por que será?) para Where-Nobody-Talks.
Sem esmorecer, estamos entretanto a encetar ferozes negociações para o concerto de final de tournée que, Jesus ajude e a pontaria não falhe e um dueto da banda não se amofine, será na mais luminosa catedral da capital. Se não correr de feição, sempre temos a Capela Sistina.
O Rock in Rio que se cuide!