Sem ele, somos caveiras enterradas em terra de ninguém. Quem nos guiará ao paraíso?
Os relógios do tédio voltaram a funcionar. As crianças já não brincam entre as campas. O jardineiro viajou, e com ele as madressilvas. No topo da colina, as viúvas lançam os véus à brisa do rio, e os miúdos já não têm calças onde se agarrar, enxugando as lágrimas. Faz-se noite, há aves de olhos brilhantes.
Saio também, sem que ninguém note, e faz frio. Não posso voltar. Nunca se volta ao tempo exacto da felicidade. Excepto quando olho, de longe, para admirar a inteligência e a graça dos que ficaram. É tudo gente viva, e é preciso vivê-la para Vivermos. Love you, guys.


















Sem que ninguém note…
Não me parece.
Bastaria esta bela despedida para se notar, e muito.
~CC~
Suicídio colectivo! Aguentem-se sff.
E sai o Pedro. Bem. Vou ficar por aqui à espera do que inevitavelmente se seguirá. A seguir, talvez as carpideiras, como pertence. Depois fecha-se a porta com uma chave ferrugenta e fica só o lugar, muito sossegadinho, que estranho.
Mas, lá para o Natal, espero um livro como nunca se viu, com bons, com maus, com infames, com shorts, com quadros, com mistérios e mistificações, com gravuras, com troca de galhardetes, com tudo. E com um DVD, que também por aqui houve muita musica e muito filme.
Merci aos que sairam, merci aos que ainda estão. Beaucoup de merci.
Quando estudar cases perde o sdeitno? Carlos Nepomuceno | 12/09/2011 7:41 Que dizes? a0Queira ou ne3o queira, ainda que de maneira ne3o intencional vocea e9 um tef3rico praticante a0-a0Christensen e Raynor da colee7e3o de frases;
Acendem-se as luzes. Todos levantam e partem, só eu fico, olhos marejados, desejando a cena inicial, Wayne chegando, poesia ao avesso. São rastros, eu sei. Agora é tudo gente viva, durma-se com um barulho desses…
Anyway, resta dizer sempre o obrigada, Pedro, por tudo que me deu de prazer e aprendizado.
PMS
que belo texto
So … that’s the end?
Rebelaram-se os mortos num cemitério. Ressuscitaram. Quebraram as já deterioradas tábuas dos esquifes e os mármores das lápides, ergueram-se, sacudiram os restos de terra dos restos de roupas que os cobriam e, juntos, abraçados, partiram. Vi-os, pela última vez, antes de desaparecem em definitivo entre a neblina, quando transpuseram o alto portão de ferro do cemitério. Renasceram. Sim, estar-se morto deve ser muito chato …
Deixo-vos, aos que foram e aos que ficaram, papoulas bravias e os meus agradecimentos.
Pedro, Peter, Young Peter, foi um ano e mais de meio, quase dois, do Caralho!
Escrevemos, aldrabámos, inventámos gajos que não existem, descobri que não existe nenhum dos livros cujas capas tu próprio desenhaste e que publicaste videos de ópera em que as cantoras, disfarçadas, tinham sido contratadas por ti em lugares duvidosos. Mas também se não for para fazer contrabando para que é que serve um blogue?
Um abraço
Pedro, sempre apreciei seus textos mas eu o tinha como alguém sério demais. Imagem essa que foi desconstruída ao ler seu Guia. Ao terminar de ler a última página vim à esse Cemitério, feliz da vida, compartilhar o quanto eu havia me divertido com ele.Só que ao entrar dei de cara com a despedida do Manuel e tudo o mais que se seguiu.Antes que a última pá de cal seja jogada sobre os restos mortais que aqui habitam, gostaria de dizer que gostei muito, muito demais!
Eu queria emprestado um pouco desse bom humor para aceitar aquilo que eu insisto em não compreender :o)
sou demasiado suspeita para não o dizer: muito bonito, PMS
…eis que descubro o blog, e vcs resolvem enterrá-lo????ah, não, não é possível. Pessoal, este é um dos blogs mais incríveis que já encontrei na internet, e, felizmente, vcs podem enterrá-lo, mas continuarão vivos. E com certeza, outros projetos virão por aí, tão sensacionais quanto este. Me deixe acompanhá-los, por favor, e para sempre!!!
E, no entanto, não era o Django que puxava o seu caixão?