O que é National é bom

É uma velha reminiscência da minha adolescência a de insistir em discutir quem é, em cada momento, em cada ano, em cada década ou geração, a melhor banda do mundo. Essa é uma referência sem a qual não passo desde então, uma espécie de força gravitacional de onde irradia tudo o que o meu ouvido musical vai retendo. O reinado pode ser curto, de alguns meses apenas, uma paixão fulminante que se apaga à mesma velocidade com que me invade a alma. Ou pode prolongar-se por toda uma década, por vezes instituindo-se a banda como fundadora de dinastia com herdeiros que vão prolongando o estado de graça. Verdade se diga que sempre tive certezas inabaláveis na matéria. Certezas que começaram com os Pink Floyd, em finais de 70 e por causa do maravilhamento provocado por Dark Side of the Moon e The Wall. Que continuaram na década de 80 com os Joy Division e os seus legítimos descendentes Cure, Echo & The Bunnymen e Smiths. E nos 90´s prosseguiram com os Massive Attack e, já para finais da década, com os Radiohead. Estes últimos com o mérito de terem sido os únicos a guardar o ceptro de uma década para outra (neste caso, até mesmo de um século para outro).

Confesso-vos, no entanto, que me vinha sentindo órfão desde meados dos anos 2000, momento em que se esgotou a minha tolerância na espera de dignos sucessores de Kid A e Amnesiac. Até que resolvi olhar para uns senhores nascidos no Ohio e convertidos a NY, que estavam mesmo ao meu lado já há uns bons anos sem eu lhes dar grande crédito. Pois é, bem me avisavam alguns entendidos que teria de os ver ao vivo. E assim foi. Fui vê-los ao Campo Pequeno em Maio e ainda bem. Ainda bem porque deixei de ser órfão. Voltei a ter a minha “melhor banda do mundo”. E desconfio que não fui o único a ser privilegiado com tal revelação. Desconfio que todos os que, no encore final, cantaram com eles o Vanderlyle Crybaby Geeks com o microfone desligado, partilharam comigo a descoberta. Se quiserem ter uma pálida ideia do que estou a falar, só têm de assistir a um concerto dos National. Ou então, à falta de melhor, cantar o Vanderlyle aí mesmo, em frente ao écran, com o microfone desligado. Como se estivessem no Campo Pequeno, como eu estive, e o video vos mostra, a cantar com o Matt Berninger.

 Leave your home
Change your name
Live alone
Eat your cake

Vanderlyle crybaby cry
Though the water’s a-rising
Still no surprising you
Vanderlyle crybaby cry
Man, it’s all been forgiven
Swans are a-swimmin’
I’ll explain everything to the geeks

All the very best of us string ourselves up for love
All the very best of us string ourselves up for love
All the very best of us string ourselves up for love
All the very best of us string ourselves up for love

Vanderlyle crybaby cry
Though the water’s a-rising
Still no surprising you
Vanderlyle crybaby cry
Man, it’s all been forgiven
Swans are a-swimmin’
I’ll explain everything to the geeks

Hanging from
Chandeliers
Same small world
At your heels

All the very best of us string ourselves up for love
All the very best of us string ourselves up for love
All the very best of us string ourselves up for love
All the very best of us string ourselves up for love

Vanderlyle crybaby cry
Though the water’s a-rising
There’s still no surprising you
Vanderlyle crybaby cry
Man, it’s all been forgiven
The swans are a-swimmin’
I’ll explain everything to the geeks

I’ll explain everything to the geeks

I’ll explain everything to the geeks

 

 

Comentários a “O que é National é bom” (6)

  1. isa maria zimermann diz:

    Lembranças boas nos refrigeram a alma!

  2. António Eça de Queiroz diz:

    Grande desbunda!
    Não conhecia, vou averiguar.

  3. Eugénia de Vasconcellos diz:

    Não conheço nada disto, Diogo, sou uma ignoro. Acha bem fazer-me tal?

    • Diogo Leote diz:

      Oh Eugénia, já estou a ver o Matt Berninger às suas cavalitas no encore final do próximo concerto dos National em Portugal.

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