
Foto: Julio Bittencourt
Nada explica tudo
o que não é exactamente a mesma coisa que dizer que não há nada que explique tudo.
Talvez seja mais verdadeiro dizer-se que só nada explica tudo…

Foto: Julio Bittencourt
Nada explica tudo
o que não é exactamente a mesma coisa que dizer que não há nada que explique tudo.
Talvez seja mais verdadeiro dizer-se que só nada explica tudo…














Gosto muito deste vitral de vidas, deve ter dado uma trabalheira doida alinhar aquilo tudo tão bem.
Quanto aos tudo e aos nadas da existência nutro particular apreço por uma tirada romanesco-darwiniana, que suponho inventada por mim, que diz o seguinte: várias coisas explicam quase tudo…
E lembrei-me também de parte da letra de ‘Matilda Mother’, dos Pink Floyd:
«Why you have to leave me there
hanging in my infantair (…)
Oh-oh, mother, tell me more…»
Na oralidade duas negativas não dão uma positiva, no registo escrito dão :) se não há nada então tal pode significar que há tudo, se não houver tudo pode de facto haver nada ou não…gostei muito da fotomontagem– tanta janela fechada, tanta gente à janela olhando todos, provavelmente, para o mesmo sítio, mas com díspares perspectivas, pensamentos e sonhos– não se vê o mesmo num 1º ou 7º andar…
Perturbante composição esta que nos trouxe de Julio Bittencourt, desconhecia. Gostei muitíssimo. Sim, tem razão: nada explica tudo — de muitas lindas e diferentes maneiras.