Adoro quando a Mariana fala. E quando se põe expansiva, fica uma poçinha – muito pouco – de saliva no lábio inferior. Um rosa difuso cobre-lhe o rosto branco se ela se envergonha um tanto do que diz. Eu não ligo. Às vezes desligo do sentido das palavras. Só tenho ouvidos para a inflexão doce de sua voz. Tantas coisas acompanham essa voz. E quando sorri abrem-se as covinhas nas maçãs do rosto. E há o sinal acima do sobrelábio esquerdo, que, suponho, muito antes de saber de Wittgenstein, descobriu por si que era um tremendo argumento no espaço. O sorriso é o fecho de sua voz. E será que há voz que eu mais goste de ouvir? Ela ressoa em meu crânio. E eu pouco faço ideia de como ela ressoa fora dele.
Não é a mesma coisa. Mesmo quando a escuto gravada.
* * *


















Falta o calor e aquela fagulha nos olhos que uma lente dificilmente consegue captar, meu amigo!
Gostei de ver a sua Mariana, que para mim, foi se mostrando uma menina ainda.
bingo! você é psicanalista, t.?
Que nada…mas um dos meus “hobbies” favoritos é explorar, construir e desconstruir psicológica e emocionalmente personagens.
pois faz isso a contento. o q alguns leitores — que me escrevem diretamente — não percebem, como vc, é que, na lógica do ponto-de-vista da pessoa que narra o conto, essa pessoa pode ser tão-só a própria mariana.
p.s. — mas paro por aqui, porque estou torcendo — quase sem esperança — que o modesto horizonte afunde o poderoso flamengo. missão espinhosa. e o flamengo está em vantagem 0×1. detalhe: um só jogador do flamengo — e isso se aplica a quase todos eles — recebe um salário mensal que equivale a TODA folha de pagamentos do plantel do horizonte + sua comissão técnica. e eles estão jogando de igual para igual. BORA VIRAR HORIZONTE!!
Sorry!
cheers!
Bora…sou Horizonte desde criancinha…rss…
é, nem tudo sai de acordo com a torcida. rs…