
A pensar “ai que não nos safamos”, lembrei-me do há tanto tempo ausente Mário Viegas. Pode já não andar por aí, mas aqui, pelo cemitério, não há mal que apareça. É boa companhia, mesmo quando vem cheio de ais.

A pensar “ai que não nos safamos”, lembrei-me do há tanto tempo ausente Mário Viegas. Pode já não andar por aí, mas aqui, pelo cemitério, não há mal que apareça. É boa companhia, mesmo quando vem cheio de ais.














«Triste de quem der um “ai” sem achar eco em ninguém…» Olha que bem escolhido, Manuel. Saí hoje à rua. Anda tudo aos “ais”. São sentidos, mas inconscientes. Cumprem, no fundo, um papel, que lhes é dado através da televisão. «Ai os males deste país»!
Ouviste, Gonçalo, de mim o eco do teu ai?
ai.
ai.ai.
E a vontade de rir que dá com o ar tão sério. Não há ‘dizente’ como ele.
E é de notar como, entre ‘os ais de outras coisas tais’ lá descobriu, mesmo aqui no cemitério,
a origem de todos os males: “ai, que a culpa é do antónio”…
ai teresa que a culpa é mesmo do antónio.