D. Ana de Sousa, rei incontestado de Matamba e mãe de todos os jingas
Queridos Mortos

Não obstante a sua avançada idade, o rei gostava de se enfeitar com garrida elegância o que causava admiração a quem a via e lhe dava um ar ameninado, graças à sua franzina e gentil estatura.

Arrancada assim a seco do meio da narrativa esta frase parece, mais gralha menos gralha, a descrição dum real efebo com tendências galhardamente feminis – o que seria bem avançado para uma África ainda muito medieval e bravia, neste seu ano de 1656.
No reino de Matamba a rainha Jinga – que se declarava rei para que ninguém lhe contestasse o poder – prepara-se para receber na sua embala os embaixadores do governador Luis Martins de Sousa Chichorro, apresentando-se num luxuoso vestido de corte e tecidos europeus, e bem adornada de pulseiras de ouro e colares onde brilham as mais variadas pedrarias. Belos tapetes de várias proveniências e estilos cobrem o chão térreo, conferindo ao espaço a dignidade acentuada pela grande cadeira de espaldar onde a rainha se irá sentar e presidir aos acontecimentos previstos.
Contradizendo bastante a imagem que dela fazem os que conhecem a fama de Jinga N’Gola M’Bandi, os seus 73 anos de idade parecem ter amaciado um pouco, ou talvez muito, a mais admirável e temida rainha sub-sahariana de todos os tempos.
Não se pense que simplesmente me deixei seduzir pelo texto bem épico de Jinga – Rainha de Matamba*, obra homónima de J. M. Cerqueira de Azevedo de que já aqui falei antes. É claro que sim, e até o estilo Império da mobília e dos bibelots nele presentes me agrada, porque é aí mesmo, no espanto do narrador do lado de cá, nas reacções dos personagens (que se fartam de andar a reboque das incríveis manigâncias de Jingamãe dos Jingas), que se apercebe o impacto desta mulher verdadeiramente ímpar na sua época.
Para trás ficavam mais de 40 anos de guerras contínuas com os portugueses e com os sobados inimigos, recheadas de vitórias, derrotas e muitos mortos, entre as linhas do Cuanza, Ambaca, Massangano, ou mesmo no refúgio natural de Pungo Andongo. Os raptos retaliatórios, as traições multidireccionais, a aliança falhada com os batávios (pois senhores, são holandeses), e mesmo a fé radical na divindade jaga Tem-ban-Dumba parecia esmorecer de ferocidade com a presença contínua de missionários jesuítas e capuchinhos nas suas terras e zonas de influência. Os quiluvia bestialmente carnívoros – sempre seguidos de magníficas orgias sexuais onde toda a gente trocava de parceiro várias vezes, e onde a própria Jinga se empenhava – rareavam cada vez mais, dedicando-se agora a rainha a reformar o reino de Matamba com legislação dirigida e agora (outra contradição) sempre muito bem aceite pelos seus régulos e séculos, e sempre com o aplauso do povo, ao qual se juntavam já alguns brancos notoriamente cafrealizados.
Na embala de Jinga há mesmo uma pequena igreja, construída a seu pedido pelo português padre Sequeira, onde a rainha guarda um grande crucifixo de madeira que lhe fora entregue anos antes por um dos seus generais mais aguerridos (o seu futuro cunhado e seu golambola, D. António Carrasco Mani Dongo), após um saque numa missão que decorrera particularmente animado pelas febras bem tostadas dum religioso mais azarado. Agora, a rainha queria acabar com isso. Decidia-se finalmente por readoptar a religião cristã, num acto que muito tinha de estratégico.
E com isso havia discordância entre os maiores de Matamba. A discussão centrava-se nesta simples questão: o amável  e misericordioso deus dos brancos (e só os portugueses eram assim tratados) era mais poderoso que a irada e guerreira Tem-ban-Dumba! Os resultados estavam à vista: apesar de anos e mais anos de feroz oposição aos portugueses, por parte dela e de uns quantos sobas relativamente instáveis (alguns, não poucos, traíram-na), o facto é que o poder deles só tinha aumentado.
Curiosamente, segundo o frade italiano Cavazzi, que confessou Jinga várias vezes e a quem daria a extremunção (o que o torna no seu mais abalizado biógrafo de proximidade pois muito escreveu sobre ela), não havia apenas política nestas questões: a poderosa e arrogante rainha terá tido grandes conflitos interiores de cariz religioso.
Coisas da guerra e da fé daqueles tempos – que em Portugal eram de Restauração.
Jinga agora quer a paz, e os portugueses também. E apesar da oposição que lhe tentam fazer os seus régulos e macotas, D. Ana de Sousa (o seu nome católico) parece pender cada vez mais para uma reforma religiosa profunda – que será total em bem pouco tempo.
Os embaixadores do governo de Angola trazem-lhe de volta a sua irmã Cambi (ou D. Bárbara, por baptismo) – prisioneira há mais de nove anos em Luanda (e com todo o gosto porque sempre foi tratada com todos os cuidados e liberdades) – e querem agora estabelecer as pontes necessárias a um entendimento duradouro.
No final da troca de galhardetes, e para espanto geral, Jinga dirige-se à sua capela, ajoelha-se e tenta relembrar as orações há muitos anos aprendidas em Luanda – quando ali estivera em serviço diplomático ao serviço do seu irmão N’Gola Kia M’Bandi, o rei usurpador do Dongo, de quem mais tarde se vingaria cruelmente. Sim, o passo estava dado, mas ninguém sabia se aquele comportamento era a sério ou apenas mais um dos múltiplos truques políticos que sempre soubera usar com maestria.
O que se segue pode confinar numa certa aculturação interior, pois a rainha já fazia as suas refeições mais oficiais sentada à mesa numa cadeira de espaldar alto e em baixela de prata (com o resto do pessoal todo a assistir de cócoras, claro!), além de ter casado cristãmente (aos 75 anos) com um jovem guerreiro plebeu que bem podia ser seu filho, e que depois do enlace será tratado apenas pelo seu nome cristão: D. Salvador.
No entanto, apesar deste sinais de aparente submissão, a sábia rainha de Matamba estava bem longe de ter perdido o seu génio, como adiante se irá perceber.
Porque, já sob os auspícios de D. João IV, subsistem antigos tratados de paz por confirmar pelas partes. A descrição que Cerqueira de Azevedo faz do crucial momento, apoiada em documentação da época, mostra bem porque todos os que temiam e admiravam a fibra da rainha/rei de Matamba – e foram muitos e confessos – lhe destacavam como principal qualidade a  fina inteligência O conselho do governo, presidido por Luís Martins de Sousa Chichorro, aprecia e discute a resposta de Jinga às alterações a introduzir no tratado há muito a ser negociado. Principia ela ratificando o prazer que tinha na realização de uma aliança com o rei de Portugal, seus súbditos e vassalos, e declarando obrigar-se, sob compromisso de palavra de rainha, a respeitar o que se estabelecesse. Manifesta o seu desejo de estreitar mais intimamente as relações entre ambos os reinos, e pede sacerdotes para catequizarem as almas do seu povo e fazê-las tomar o caminho da religião que julga ser a verdadeira. Compromete-se, ainda, a restituir os escravos portugueses, refugiados nos seus domínios e, com rodeios subtis, esforça-se por manifestar a estranheza que lhe causara a exigência da entrega dos jagas Calanda – que tinha fugido do presídio de Ambaca – e Cabuco Candonga, por julgar não ser próprio de uma rainha independente, como é, ver-se obrigada a cercear a liberdade de quem, nos seus estados, por questões políticas, procurou abrigo para viver sob a sua protecção. Fará tudo quanto for possível para os convencer a regressarem ao território português, caso o governador lhe garanta que não os perseguirá, ou então, que se retirem para terras mais distantes do reino de Matamba, empresa esta que não lhe parece fácil visto ambos os chefes jagas disporem de muitos milhares de arcos bem adestrados nas guerras. Acrescenta, também, que se não a atendessem, procuraria outra solução airosa, só para evitar meter-se em guerras, visto sentir-se velha e cansada para aventuras dessa natureza.
Como, em nome do rei, o governador se compromete a restituir-lhe algumas terras do Dongo, acha que tal gesto é muito gentil e simpático, todavia, se lhe restituísse as províncias que lhe pertenceram, nada mais faria do que praticar um acta generoso, justo e, sobretudo, cristão.
Ainda que muito ao de leve, Chichorro, na sua proposta, tivesse incluído uma cláusula pela qual a rainha de Matamba deveria passar a concorrer para a corôa de Portugal com um pequeno tributo, Jinga insurge-se dignamente, alegando ter nascido e vivido sempre senhora e que tributos só a Deus pagaria, agora que se tinha tornado cristã.
Para amenizar, um pouco, a altivez com que repudiara aquela parte do tratado, oferece o que exista nos seus estados e que, por qualquer forma, possa ser útil ao governador, sem quebra do seu prestígio. Quanto às restantes condições D. Ana de Sousa aceita-as, frisando, com orgulho, que o fazia livremente.”

E assim os acordos são adiados sine die, embora as relações entre os governos de Luanda e de Matamba sejam agora muito mais distendidas.
Jinga irá viver até aos 80 anos. Nesses últimos cinco anos de vida imporá o cristianismo nas suas terras, mandará construir uma grande igreja pública e criará legislação bem mais benévola para os seus súbditos. Por fim, num acto marcadamente político, envia ao papa Alexandre VII uma missiva onde anuncia que se submete à fé cristã, reclamando benevolência. E este irá responder em carta lacrada com as armas do Vaticano.
A resposta do Papa, recebida com grande surpresa e no maior segredo, gera imediata reacção de Jinga, que rapidamente promove uma cerimónia especial para a leitura do  breve pontifical. Os que assistem à passagem do cortejo não o compreendem; os missionários outro tanto e a rainha, misteriosa e impenetrável, quando isso lhe dá na real vontade, não se digna prestar qualquer explicação.
Dentro da igreja faz muito calor. O templo regurgita de europeus e de negros, os mais categorizados de Matamba que não se encorporaram no séquito da soberana. À porta aguardam-na os capuchinhos que a conduzem até junto do altar-mor. Aí, a rainha reza por algum tempo, de joelhos. Finda a oração levanta-se e tira da bolsa de seda o breve de Sua Santidade e uma pequena imagem da Virgem, que oferece ao padre perfeito da missão. A seguir a esta cerimónia dá-se começo ao santo sacrifício da missa, a que a rainha assiste, e, logo que o sacerdote profere o ite, missa est, o secretário de estado entrega-lhe a carta do Papa que, do altar, depois de quebrados os sêlos de lacre e de aberta, a lê muito pausadamente, traduzindo-a do latim para português e o língua para ambundo:
Rainha de Matamba
Nós respondemos com singular e paternal afecto à devoção filial expressa por sinais tão evidentes em vossa carta, por forma a que aqueles que a grande distância separa, os una o amor de Cristo pelo laço da caridade Cristã. Como penhor desta benevolência (que será muito útil às vossas empresas) vos enviamos as indulgências constantes do documento junto e vos damos a benção apostólica que com o maior afecto concedemos à vossa Magestade, à vossa côrte e a todos os fiéis do vosso Reino.
Assinava-a o Santo Padre e levara, pela data que tinha de 19 de Junho de 1660, do sexto ano do pontificado de Alexandre VII, mais de dois anos a chegar ao sertão africano!
Os europeus assistiram à leitura com recolhido respeito e os indígenas no meio da maior abstracção. No entanto o reverendo Gaeta esforça-se por fazer compreender aos assistenntes a alegria que o Papa sentiu quando soube que sua magestade, a poderosa Jinga, voltara ao grémio da igreja católica pelo que a exortava na perseverança pela religião de Cristo, de forma a tornar-se a guia dos seus súbditos.”

Não é certo que a rainha tenha ficado completamente satisfeita com a resposta papal, apesar do justo tratamento majestático. Afinal aquele papel apenas consagrava aquilo que ela já sabia e sempre fora. Ainda assim Jinga beijou e guardou respeitosamente a missiva, ao que se seguiriam luxuosas festividades.
Pouco menos de um ano mais tarde, pelo meio dia de 17 de Dezembro de 1663, o já íntimo frei Cavazzi assiste, só, aos últimos momentos da única rainha dos reinos de Angola que nunca se submeteu ou negociou qualquer tipo de submissão aos portugueses.
Com o seu fim terminaria também, anos mais tarde, essa independência, e Matamba (território que compreendia então a actual Lunda) acabaria por integrar a imensa e rica colónia de Angola até Novembro de 1975.
Não é mito mas o tempo transformou-a num. Biografias e romances, nacionais e estrangeiros, tentam-nos com possíveis aproximações à sua realidade. Mas na verdade, eu – que nasci tarde e por isso sou um anacronismo insolúvel – o que gostava mesmo era de a ter conhecido pessoalmente.

ps (Em certos textos que consultei nota-se que os seus autores tentam reescrever um facto histórico, o de que Jinga terá lutado pela libertação de escravos. Tal não é verdade porque se fartou de aprisionar guerreiros, transformando-os em escravos que depois negociava ou incluía nas suas fileiras. Deu de prenda de casamento a D. Salvador nada menos de quinhentos. A escravatura, no século XVII, era comum a todas as culturas)

* (livro editado em 1949)

Glossário
embala — povoação
golambola — capitão das guardas
macotas — ministros
quiluvia — sacrifício
régulo — potestade local
séculos — velhos

Comentários a “D. Ana de Sousa, rei incontestado de Matamba e mãe de todos os jingas” (21)

  1. Joana Vasconcelos diz:

    António,
    tenho para mim que ninguém nunca é só bom ou só mau (ou, se preferir, completamente bom ou completamente mau): todos somos capazes das maiores bondades e também das maiores crueldades, tudo vai das escolhas que fazemos ao longo da vida (as circunstâncias, lá dizem os meus colegas penalistas, podem atenuar ou agravar, mas de modo algum justificam tudo). Serve este solene intróito basicamente para dizer o quanto gostei deste (de mais este) retrato que aqui nos trouxe da formidável rainha Ginga, cujos extraordinários feitos e mirabolantes manigâncias resultam ainda mais realçados no contraste com estes traços tão reais e tão humanos de hesitação, de reconhecimento de erros e excessos, de conversão (literalmente no sentido de mudança de vida, de caminho), de generosidade e de magnanimidade.

    PS – O que dizia ao certo a carta do Papa Alexandre VII? E que expectativas tinha a Ginga que, sugere o seu texto, terão ficado (ainda que ligeiramente) goradas?

  2. António Eça de Queiroz diz:

    Ainda bem que gostou, Joana. Aqui as circunstâncias são da maior importância: Jinga M’Bandi nasceu culturalmente jaga, o que significava ser guerreira a todos os títulos e a qualquer custo. Depois, as falinhas mansas dos portugueses e o seu comportamento impositivo e de submissão dos outros levava a que os ódios se gerassem como pulgas. Mas ela não dava ponto sem nó, tudo o que fazia era pensado, intencional, ela era inteligentíssima — como se vê a volta que ela dá aos negociadores alegando o seu estatuto de cristã e que só pagava tributo ao seu novo deus…
    A carta do papa está lá toda, a laranja, é um breve. Ou quer saber o que dizia a carta dela?… Não a pus porque assim ficava um lençol imparável.

    • Joana Vasconcelos diz:

      LIIIIIINDOOOOO!!!

      Os vermelhinhos do texto são matrioskas!!! Não tinha percebido … achei que era só para pintalgar e, assim, ficar mais bonito!
      António, estou realmente impressionada com (mais) este seu feito. E toda contente por saber a quem melgar tão sofisticado know-how, em chegando a ocasião!
      E sim, era mesmo isto que eu queria saber! Gracias!

  3. António Eça de Queiroz diz:

    Joana, só isto: ó valha-me Deus…

    • Joana Vasconcelos diz:

      por mim pode até ser, mas a bold, siiiiim?

      • António Eça de Queiroz diz:

        Tá bem abelha!…

        • Joana Vasconcelos diz:

          Ó valha-me Deus, António Benedito, era o seu ó valha-me Deus lá em cima (no comentário, não no Céu) que era para pôr a bold!!! É que é preciso explicar-lhe tudo! Mas que coisa!

          PS –E que ideia vem a ser essa de se pôr praí a zumbir feito zangâo? Olhe lá esse seu mau feitio …

  4. Manuel S. Fonseca diz:

    Reconverteste-me à rainha Jinga que é Rei. Fiquei súbdito: veste-se bem, propicia diversões amenas, abunda de inteligência e diplomacia. Thanks, man.

    • António Eça de Queiroz diz:

      Ela é genial, e o livro muito bom mesmo, com centenas de pormenores históricos bem interessantes.
      Ainda bem que gostaste, hombre!

  5. Eugénia de Vasconcellos diz:

    Nosso Antoine,

    já tinha lido, desdobramentos incluídos, mas só agora o tempo para lhe dizer, com calma, o quanto gostei que não nos fizesse esperar muito para nos voltar a trazer, desta vez com a solenidade fúnebre, Jinga, o primeiro rei enterrado no nosso cemitério. Fez bem em matá-la, muito bem.

  6. António Eça de Queiroz diz:

    Também acho que foi uma cerimóniazinha bonita, Eugénia. Ainda bem que gostou.

  7. Marta Costa Reis diz:

    Entre a embaixadora e a embaixatriz venha o rei e escolha! Que boa história!

  8. António Eça de Queiroz diz:

    Tem raão, Marta, ainda bem que gostou.

  9. José Vicente Águia Imperial diz:

    Ainda me lembro de ver as pegadas grandes de homem, mais pequenas que eram atribuídas pelos locais da altura à Rainha ( Rei ) Jinga, e também de cão. Teriam, ainda segundo os locais , vindo com os pés a arder, do Sol aonde viviam, e teriam marcado a rocha com as sua pegadas. Estórias lindas, mano, que ambos vimos e ouvimos nas Pedras de Pungo Adongo, ou Pedras Negras, naqueles sítios longínquos e mágicos. Tivemos o privilégio de lá ter estado, pisado e cheirado aquelas terras onde o sentimento de presença divina era constante… aquele inefável sentimento, que só sentíamos e não exprimíamos. Limitavamo-nos a sentir ! Que sorte a nossa, irmão, ter, por artes do destino, lá ido parar. Lembras-te daquela cruz de ferro, lá em cima daquela pedra enorme ?

  10. António Eça de Queiroz diz:

    Zé, lembro-me de tudo, meu irmão, não esqueci nada de nada — nem sequer acho isso possível…
    Tivemos uma sorte impartilhável.
    Grande abraço.

  11. Foi um prazer passar por aqui!

  12. Sebastião Kiala diz:

    como é lindo a história de angola, mas não podemos parar aqui.….….….….….…

  13. naturimar diz:

    muito da historia de angola é também historia do brasil.…muito desses escravos negociados pela rainha jinga são nossos antepassados aqui no BRASIL,muito interessante ‚parabens aos pesquisadores!!!

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