
Depois do texto do Manuel o silêncio é uma opção.
Mas foram tantos os anos de convívio com o Cintra que não posso deixar de expressar o meu enorme contentamento.
Ó CINTRA; FAZES TU A FOLHA? E ele sem se dar ao trabalho de ouvir, fazia um daqueles gemidos agudos a dizer SIM, como se estivéssemos a impedi-lo de fazer a folha daquele filme…
O Cintra provou que é possível viver assim, daquela maneira monástica, inteiramente dedicada a uma paixão despojado de tudo que não relacionado com o cinema, mas – e o prodígio é este – sem se enterrar no casulo dos excêntricos, já alheios do mundo, descurando os vivos por troca com os imaginados. Nada disso, no Cintra, John Wayne e Antónia recebiam o mesmo trato, meigo e juvenil. Creio que o Cintra foi feliz e morreu tranquilo — não se pode desejar muito mais.
por uma vez a palavra faz inteiro sentido
O Cintra? Está a visionar…

















josé,
belíssimo este plano ao final de ‘the searchers’ do incomparável ford. é um dos planos preferidos de wenders — e ainda é maior que isto, claro.
fica a nota de louvor por sua escolha.
e um abraço,
Este plano é em homenagem ao Cintra Ferreira. Diz a lenda, que como todas as lendas tem um fundo de verdade, que todos os domingos de manhã o Cintra via “The Searchers”. Na verdade, deve ter visto o filme mais de 100 vezes. E nunca se fartava dele… Bizarro? Não, apaixonado.
abraço para ti também, caro Zé.
Zé, ainda bem que escreveste. Agora já sei onde é que ele está. É como dizes: “O Cintra? Está a visionar…”