Um dos mais artísticos livros do ano foi agora publicado nos Estados Unidos. Não é sobre pintura, ou artes gráficas. Chama-se “Portraits of the Mind: Visualizing the Brain from Antiquity to the 21st Century”, e é o resultado do trabalho de Carl Schoonover, um estudante do programa de doutoramento em neurociências da Universidade de Columbia. O conceito é simples: atrair o pensamento e a reflexão sobre o cérebro humano através das imagens que o seu estudo proporciona. O livro inclui ensaios e investigações sobre a história científica da visualização da mente, mas as estrelas cintilantes da obra são os desenhos, aguarelas e, sobretudo, fotografias do cérebro.
Através de técnicas de infusão de cor, os neurónios, as sinapses, os vírus, as enzimas, o lóbulo pré-frontal, o neocortex, in sickness or in health, transformam-se em telas de Dali, Van Gogh, Braque, Monet, Pollock, De Kooning. São explosões de supernovas, campos de alfazema sob a brisa mediterrânica, mapas de Marte, topografias de cidades alienígenas, esquemas de maquinaria agrícola, chuveiros psicadélicos, palimpsestos de granito, apontamentos de paisagens africanas, flores de neve, rios de néon em fluxo descontrolado.
É a mente, mais bela do que nunca.























Olha, escreveu o young master Peter. Será que mente? Se mente, mente bem!
Que imagens fantásticas! A última faz lembrar uma aurora boreal.
São imagens maravilhosas…ainda considero a Natureza a maior artista de todas…é só saber ver o que muitos olhos não enxergam!
Pois é Pedro. Somos bonitos por dentro… e por fora. :)
fazendo minhas as palavras da Turmalina: life is beautiful. Ou de outro ponto de vista: porquê fugir ao real se ele está sempre adiante de nós?
There is more beauty in heaven and earth, Horatio, than is dreamt of in your philosophy.
(pequena licença shakespereana)
Nem mais, Thalita.
portanto, um livro de pintura, e de artes gráficas.
a ter.
O texto também faz luz sobre sobre um pensamento banal mas nem sempre fácil de ilustrar:
por muito que se procure longe, há maiores descobertas dentro de nós.
É uma graça pensar que para ver grandes paisagens nem teríamos de sair de casa: nem precisamos de sair do corpo.
Ilustrou o ponto melhor do que eu saberia fazê-lo, Teresa.
Anda aqui um homem a pregar os Raios X’s há anos para agora me vir o modernaço do PMS humilhar-me com estes TAC’s ou que raio é isto!
Destas e do espaço.. venham.