Mario Vargas Llosa

Não está muito no espírito do ETGM correr atrás da actualidade e comentar forçosamente a agenda dos dias. Nem estamos, também, obrigados a evitá-la.
A notícia da atribuição do Nobel a Mário Vargas Llosa deixou-me contente. Acredito que tenha dado uma grande alegria ao autor. Pelo imenso prazer que alguns dos seus livros proporcionam, milhões de leitores — e eu sou um deles — comungaram hoje dessa alegria. 
Pelas emoções que ofereceu aos leitores em Conversa na Catedral, Dom Rigoberto, A Casa Verde, A Festa do Chibo, Pantaleão e as Visitadoras, Travessuras de Uma Menina Má, embora não fosse preciso, ainda bem que hoje o premiaram. É como se, lendo-o, cada um de nós tivesse contríbuido também um pouco para forçar o galardão.  

Comentários a “Mario Vargas Llosa” (4)

  1. Diogo Leote diz:

    Também fiquei muito contente com o prémio, Manuel. Atrevo-me mesmo a dizer, porque continuo a lê-lo agora com o mesmo prazer com que o lia na adolescência, porque é como um amigo que me acompanha desde então, que a emoção que me provocou o prémio (num momento em que já quase tínhamos perdido a esperança nesse reconhecimento mais do que merecido) foi incomparavelmente superior àquela que devo ao Saramago quando foi ele o premiado. E, embora não saiba bem agora que palavras dedicar ao Mario (porque o Manuel já disse tudo, ou melhor já disse tudo menos a querida Tia Júlia que também é minha, é nossa), não me vou sentir bem com a minha consciência sem escrevinhar qualquer coisa, ali do outro lado, em homenagem ao prémio.

    • Manuel S. Fonseca diz:

      Diogo, era mesmo bom que escrevesse, porque, em boa verdade, eu não disse nada a não ser dar a notícia. E fez muito bem lembrar a Tia Júlia de que houve até uma simpática adaptação hollywoodiana (as melhores já se sabe).

  2. Turmalina diz:

    Merecido, merecidíssimo!!! Que todo mundo leia Vargas Llosa pelo menos uma vez na vida :o)

  3. Ontem, no emaranhado do trânsito, a caminho de casa, a rádio contou-me que Mário Vargas Llosa ganhou o Nobel da Literatura. Fiquei contente. Num impulso, em vez de virar à direita, segui em frente rumo à livraria mais próxima, mas não tive sorte.
    “A tia Julia e o escrevedor” é o livro mais divertido que li. Muito bonito, triste também. Vou tentar a sorte, amanhã. É preciso rir.
    Hoje, à hora de almoço dei um salto ao shopping e comprei-o. Não gosto da capa, mas é meu há muito tempo.

    SA

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