Francisco da Costa, o prior entocado
História Particular
da Infâmia

O personagem que traslado hoje para a vala da Infâmia foi realmente um tipo infame – e como tal fica muito bem aqui (aliás nem sei se não fica bem de mais…).
Infelizmente, como muito viveu nas Beiras lá pelas horas do século XV, e não foi herói ou poeta, pouco se lhe conhece a figura – se era alto ou magro, baixo ou gordo, julgo que ninguém sabe.
No entanto, o pouco que se sabe dá que pensar – além de permitir esse desporto moderno tão querido de economistas e políticos que é a estatística. Foram aliás as suas impressionantes estatísticas que, para o bem e para o mal, chamaram a atenção de D. João II. E garanto – faço mesmo disso prova – que o Príncipe Perfeito arregalou os olhos de espanto quando ouviu relato pormenorizado das aventuras do desconhecido (até então) abade de Trancoso.
Por alto, muitos serão os que conhecem a lenda deste Francisco da Costa – e essa é a razão para me socorrer da estatística para alindar a respectiva lápide (se é que tal é possível, pois este tipo foi realmente um crápula doido varrido em situação agravadíssima).
Transcrevo agora a sentença contra ele proferida em 1487, que pode ser verificada no maço 7 do armário 5 da Torre do Tombo:
«Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido:
Com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos;
De cinco irmãs teve dezoito filhas;
De nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas;
De sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas;
De duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas;
Dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas,
Da própria mãe teve dois filhos.
Total: duzentos e setenta e cinco, sendo cento e quarenta e oito do sexo feminino e cento e vinte e sete do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e quatro mulheres».

Bom…, nem sei bem como caracterizar o animal, mas para lá das parafilias evidentes é óbvio que o tipo tinha uma capacidade de convencer verdadeiramente empolgante. Já não falo das afilhadas, cunhadas, irmãs e amas – tudo isso me parece aceitavelmente promíscuo. Agora dois filhos da própria mãe?!… Reincidentes, os dois? Seria mal de família?…
Não faço a mais pequena ideia mas é bem possível, como é igualmente provável que o popular insulto «filho-da-mãe» tenha nascido de congéneres deboches.
Mas vamos à bela da estatística.
Se considerarmos que o frenesim sexual do abade de Trancoso desatou a inseminar com sucesso a partir dos 20 anos, e que quando foi condenado a esquartejamento ainda era activo na sua vera arte da cobrição, atingimos a espectacular média dos 6,5 filhos por ano (e mais uns poses) – dificilmente ultrapassável pelos mais afamados coitantes do reino e não só.
Mas os números não acabam aqui: como esta caterva descendente nasceu de 54 diferentes ventres, temos uma média real de cinco filhos por mãe!
Infelizmente, nesses tempos mais coevos nada havia de semelhante ao actual e de valoroso préstimo Livro Guiness dos Recordes. Por isso temo que nunca saberemos a verdade em toda a sua magnitude.  E será que rapazes também marchavam? Nada de espantar face a tam desmedido empenho – mais a vantagem de que não pariam.
A verdade é que o prior Costa era um verdadeiro empalador — se bem me faço entender. É que são números de envergonhar uma qualquer Hollywood dos Anos Sessenta, um vigor de deixar reconhecidos faunos, como Brando ou Rubirosa, à beira da impotência técnica!…
Seja como for há aqui questões que me comovem – e suponho que também a todos a quem devo a graça de me lerem: onde se acomodava esta maltinha toda? Quem lhes dava de comer e lhes mudava os cueiros?… Será que, como padre radical que era, Francisco da Costa convencia aquelas mulheres todas a golpes de bula e bentinhos, animando-as com promessas de eterna e celestial redenção?…
É que nem nos mártires de Alá, carambas!
Ou seria antes um galã irresistível, um porno-padre que só de olhar ou passar por perto logo deixava as medievas damas todas a tremelicar de lascívia e com vontade de trepetir?… São questões pertinentes, estas.
Mas – ó incúria do pátrio torrão que nos sujas a memória a nacos de escuridão! –, nada disso se sabe: não existem estudos adequados, aprofundamentos académicos, relatórios fiáveis ou quejandos. Nada.
Nada a não ser a comutação da pena que el-rei tão avisadamente decretara e oficializara com os reais selos, e que pouco tempo mais tarde – a 17 de Março do mesmo ano – haveria de desdizer com os mesmíssimo e reais selos e um sentido prático no mínimo avant la lettre:
«El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo, e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo».

Desconhece-se se houve mais descendência – mas cheira-me que é bem provável.

Comentários a “Francisco da Costa, o prior entocado” (19)

  1. Manuel S. Fonseca diz:

    Francisco, mas que personagem bestialmente infame. Bom , pela forma como prodigalizou alguma felicidade (supõe-se!) será também, mais vogal, menos vogal, a Fada do Lar. Já lhe conhecia a lenda, mas a sua apresentação ficou um mimo e, estou certo, vai ter glosa eufórica do nosso António — já não digo de Mr. Orcama, que anda muito fugido.
    Mas prepare-se que vêm aí protestos da virtuosa Associação das Bacantes deste Cemitério. Ó, ó.

  2. António Eça de Queiroz diz:

    FRANCISCO?!!!…
    Ouve lá, ó meu cegueta, confundiste o nome do meu acoitado abade com o do nosso impecável Francisco, deixando-me a mim órfão de obra e acto?!| Depois de tanto trabalho na escolha das imagens?
    Vade retro, Manuel Satânico!
    E quanto à associação, nada temais: estou aqui para enfrentá-la só e de peito feito às balas da irrisão censorial e do anátema inquisitorial.

    • Manuel S. Fonseca diz:

      Ó António, mil desculpas. Fiquei com a ideia, a ler o nosso painel de rascunhos e posts, de que o nosso Francisco se preparava para uma qualquer infâmia e, na pressa, nem vi o nome do autor. Li o texto, gostei muito e disparei comentário, não sem achar — o que como aceitarás é uma grande forma de reconhecimento — que o tema era dos “teus”. Um milhão des desculpas também ao Francisco a quem teria ficado igualmente bem a descoberta de personagem tão seminal.

  3. R diz:

    Belo texto!

    Estou a tentar encontrar o documento no site da Torre do Tombo mas não estou a conseguir. O António indica “maço 7 do armário 5″ mas o site localiza os documentos por Fundo, Secção e Série.

    Pode fornecer-me mais dados sobre a sentença? Título, produtores, etc, seriam uma ajuda.

    Obrigado!

  4. António Eça de Queiroz diz:

    Caro R, os termos «maço» e «armário» surgem de citações anteriores à reformulação da TT e sua instalação em novo edifício. Mas como tenho lá fontes, vou procurar saber.
    Um abraço e ainda bem que gostou.
    (Existe um fac-simile do documento no restaurante O Museu, em Trancoso)

  5. José Navarro de Andrade diz:

    Chamai-me louco, mas entusiasmei com a potente vririlidade do prior. Todavia, tal como o futebol antigo, em comparação com actual, é claramente mais lento, também neste caso, esmiuçando os pormenores, não é da quantidade que nasce o espanto. Atente-se no quadro anexo:

    laço nº de filhos
    afilhadas 4,620689655
    irmãs 3,6
    comadres 6,222222222
    amas 4,857142857
    escravas 14
    tia 3
    mãe 2

    Este é o número de filhos por mulher. À excepção das escravas, cuja produção fez jus à sua pobre condição, o número de filhos por mulher não é colossal. E se o sr., segundo contas do António, teve 6,5 filhos por ano, este volume de mulheres, de coitos eficazes por mulher, e de filhos por ano, pode perfeitamentre estar ao alcance de um aplicado sedutor com assiduidade diária no Lux. Formidável, isso sim, é a qualidade das mulheres, mas integrando o abade nos costumes da época, não terá andado longe das práticas reais. Admiremos não só a proeficiência do abade, assim como o empenho, mas, sobetudo a paciência, pois uma performance destas obriga a contumaz planeamento de recursos e a denodadas boas práticas — sem desfalecer.

  6. António Eça de Queiroz diz:

    Zé: o teu comentário é a adenda perfeita à minha súmula — isto sim, é uma súmula.
    Tu acrescentaste a ciência, a sociologia, o drama…
    Obrigado!

  7. Joana Vasconcelos diz:

    Liiiiindo!

    António, sempre ouvi falar do abade de Trancoso, mas nunca, até ler este seu extraordinário texto, me deter a reflectir nas suas conjecturas e me defrontar com a incontornável evidencia dos números, nunca, dizia eu, me apercebera da imensidão desta inqualificável figura!

    Bem fez o D. João II em mandá-lo em paz. Quase certamente para prosseguir na árdua tarefa de povamento a que tão esforçadamente dedicara toda a sua vida — numa interpretação um tanto ou quanto livre do comando bíblico dirigido a Adão e Eva … E, convenhamos, alguém teria de prover àquela maltosa toda: com o homem morto e esquartejado, havia de ter sido lindo!

    A verdade é que não sendo decerto caso único ou até raro, a magnitude e, porque não dizê-lo, a total implausibilidade dos seus feitos em quantidade (de filhos) e qualidade (atendendo à proximidade de parentesco de boa parte das damas envolvidas) tornam-no merecedor, não do horroroso e despoporcionado castigo aplicado, mas de um lugar na história e, claro, neste cemitério … É que também nestes domínios do torpe, do soez, do vil e, porque não dizê-lo, do depravado, há que evitar a todo o custo a banalidade e a mediania, aspirar à excelência e ir sempre mais além…

  8. António Eça de Queiroz diz:

    Completamente de acordo: aspirar à excelência, nada de vulgaridades mesquinhas, sim às patifarias megalómanas, vivam os Bórgias, sim ao nariz asqueroso de Hitler.
    Ainda bem que gostou.
    E eu ainda tenho aquela história das minhas parentas abadessas do Lorvão, mas vou ver se apanho material na Torre do Tombo — pois sei que há muita interessante sobre elas (sobretudo de uma, não sei se cabeça geracional ou não). Tiveram vários amantes de nome Abreu, com a predominância de poetas — o que também deverá dar números divertidos. E fizeram política à sua maneira.

  9. pedro marta santos diz:

    Se dele soubesse, Pasolini chamava-lhe um figo. Nos dois sentidos…

  10. António Eça de Queiroz diz:

    Aposto que sim, Pedro. E às tantas o abade também!…

  11. Operalimp diz:

    Caro amigo, a questão que colocou é de fácil resposta.
    O Padre Francisco da Costa não possuía capacidades especiais de convencer, foi apenas um homem que soube aproveitar as condições especiais atribuidas pelo seu cargo no tempo que viveu.
    Acaso já se esqueceu de algo chamado “Santa Inquisição” e do proveito que todos os homens do clérigo faziam através dela? (já para isso foi inventada).
    Tem conhecimento das sevícias sexuais que as mulheres daquele tempo eram forçadas a fazer no confessionário, face à chantagem de que eram alvo, de que seriam denunciadas como bruxas ou promíscuas (com direito à fogueira) caso não cedessem aos intentos do chantagista?
    Pois foi isso que se passou e o Padre Francisco da Costa, longe de ter sido um galã, um Casanova ou D.Juan, foi apenas um sacana dum chantagista que nem a própria mãe quis poupar.
    Quem mantinha essa comandita toda? Eram elas claros! Tinham que se desenrascar porque ele não assumia a paternidade de nenhum filho, nem tinha tempo para eles. Estava demasiado occupado a escolher a sua próxima vitima.

  12. António Eça de Queiroz diz:

    Caro Operalimp, a Inquisição entrou em Portugal apenas em 1536, porque D. Manuel I pretendia assim cumprir os acordos do seu casamento com Maria de Aragão (Aragão foi o primeiro reino de Espanha a ter Inquisição, estendendo-se esta a Castela aquando da unificação dos reinos sob a égide de Isabel de Aragão e dos chamados Reis Católicos). O abade de Trancoso viveu num tempo (D. João II) em que os judeus portugueses não eram perseguidos, em que não havia a chamada «caça às bruxas», como aconteceu depois com o episódio que produziu os «cristãos novos». A actividade da Inquisição portuguesa retingiu-se nos primeiros anos ao distrito de Évora, pois encontrava-se agregada à coroa e era aí que esta se encontrava. O Cardeal D. Henrique foi o seu primeiro chefe.
    Como vê, a resposta não é assim tão linear.

  13. Operalimp diz:

    Caro amigo António, você disse bem, a Inquisição em Portugal só foi instituida OFICIALMENTE em 1536, mas não foi pela mão de D.Manuel I (que tentou introduzi-la em 1515) , mas sim no reinado de D.João III, e após muitas hesitações. Estamos com isso a falar de um desfazamento de apenas 49 anos face à sentença aplicada ao prior de Trancoso.
    Mas isto é como tudo caro senhor, toda a árvore brota de uma semente, nunca nasce de um dia para o outro, e muito embora a Inquisição — que foi criada em 1233 pelo Papa Gregório IX e que via os seus poderes estenderem-se por toda a Europa — só tenha surgido oficialmente em portugal em 1536, a verdade é que a sua “Semente” já estava lá a trabalhar/exercer a sua “pressão social” desde há pelo menos um século.
    De que outro modo se poderia justificar o facto de D.João III, um homem que demonstrava interresse por “novas ideias”, financiava estudos em outros países e incentivava as pesquisas de campo, pude fazer algo tão retrógado como implementar a Inquisição em Portugal?
    Implementou, porque foi forçado à isso. Percebeu a dimensão do poder exercido pelo mundo eclesiástico no seu reinado e sentiu-se ameaçado por ele. Em Roma sê romano, já deviam dizer nessa altura.

  14. António Eça de Queiroz diz:

    A chamada Inquisição Medieval do século XIII foi criada essencialmente para combater a heresia dos Cátaros e para «trabalhar» nas Cruzadas. Fala de semente prévia, mas realmente justifica a acção do abade dentro duma atmosfera de terror inaudito que levaria tudo o que é mulher a abrir-lhe as pernas. A ser assim muitas outras situações destas teriam existido e estariam docxumentadas, não acha? Ora D. João II só o condenou a ele — porque a informação lhe chegou. Em tempo de Inquisição tal nunca aconteceria — o segredo era uma das armas dessa maldirta confraria.
    É claro que tenho uma ideia vaga sobre o poder do clero da época, mas tal não me permite afirmar que foi por ecos prévios da Inquisição que o padre Costa fez filhos à própria mãe.
    Por uma razão simples: para além da inexistência de documentção histórica que o garanta sem equívocos, eu não estive lá…

  15. Operalimp diz:

    Caro sr António, você colocou uma questão e em seguida acabou por nos fornecer a resposta à questão que colocou.
    – “D. João II só o condenou a ele — porque a informação lhe chegou.”

    Por mais eficaz que seja a organização de uma instituição, jamais esqueça sr António que nada é mais valioso do que um segredo bem guardado.
    E se pensar bem, talvez o “segredo” até nem tenha escapado por acaso. Talvez o tivessem deixado “escapar” na intenção de provocar a polêmica necessária para ganharem um pretexto eficaz no sentido de implementar a Inquisição em Portugal. Não esqueça que a inquisição foi implementada poucos anos após este caso ter sido notícia.

    Você questionou porque razão não existia mais casos documentados…e em seguida diz-me que “Em tempo de Inquisição tal nunca aconteceria — o segredo era uma das armas dessa maldirta confraria.“
    Então sr António? Mais uma questão e mais uma resposta?

    Reconheço que retrato um quadro muito negro dessa época, mas a verdade é que tenho razões de sobra para isso.
    O conhecimento que adquiri sobre a boa fé humana impede-me de criar grandes expectativas à seu respeito. Nós somos todos bons por natureza…até ao dia em que a nossa maldade decide revelar-se.
    Eu sei que seria um quadro muito mais animador e quiçá enriquecedor para o nosso ego lusitano imaginar um português muito astucioso (em vez de um crápula) que consegue enganar/seduzir todas as mulheres, inclusive a sua própria mãe.…mas…que posso lhe dizer?…não tenho alma de poeta.

  16. António Eça de Queiroz diz:

    Caro Operalimp, antes de mais deixe-me dizer-lhe que o meu putativo ego lusitano não reclama por nada deste mundo (ou para quê?) heróis do calibre do padre Costa. Curiosamente, a rubrica onde este texto está inserido chama-se, não por acaso, HISTÓRIA PARTICULAR DA INFÂMIA. Dentro do regimento do blog o nome da rubrica não exige falta de humor — antes pelo contrário.
    Chegados aqui, lembro-lhe que o ETGM não tem pretensões académicas ou, menos ainda, reclama verdades únicas.
    É, a verdade única nunca nos interessa — acho que achamos que tal não existe.
    O meu amigo quer que a Inquisição Portuguesa exista formalmente em simultâneo com a Espanhola por forma a relevar a sujeira clerical de então, de que, não imagino porquê, me diz desconhecedor. Ora se o meu amigo quer assim, então é — porque o nosso querer tem sempre muita força.
    Para mim, que volta e meia também quero, a Inquisição Portuguesa é um facto histórico do século XVI — da mesma maneira que também são factos históricos, mas distintos, as razões que levaram à sua implementação ‘de jure’ em território português.
    Quanto ao padre Costa, lembro-lhe apenas a minha interrogação sobre a natureza das suas performances: «Será que, como padre radical que era, Francisco da Costa convencia aquelas mulheres todas a golpes de bula e bentinhos, animando-as com promessas de eterna e celestial redenção?…».
    Olhe, se lhe dá muito gosto pode incluir a sua Santa Inquisição Portuguesa no termo «bula»…, ainda que tal documento não exista.
    Mais não lhe posso fazer.

  17. Operalimp diz:

    E fez tudo quanto a boa educação exige das pessoas bem formadas, e da qual fico-lhe sinceramente agradecido. Foi um prazer ter tido esta discussão consigo.
    E não, em nenhum momento disse algo com intenção de atacar ou criticar a sua pessoa.

    Muita sorte para si Sr António.

  18. António Eça de Queiroz diz:

    Por quem é, Operalimp, nunca me senti atacado, sinto-me sempre honrado com discussões interessantes — e esta foi-o (concordo perfeitamente consigo quando diz que a igreja da época fazia mais ou menos o que lhe apeteceia e ainda lhe sobrava tempo, aliás ainda vai fazendo volte e meia).
    Visite-nos mais vezes, e boa sorte para si também (acho que todos necessitamos de alguma, mais do que nunca)

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