
a mesma, outra vida
Devidamente autorizado, e até com o selo da ASAE, instalou-se um morto no Delito de Opinião. O morto saiu deste cemitério, aproveitando-se da yellow brick road que a Eugénia de Vasconcellos tão lindamente abriu há umas semanas. Agradece-se ao Pedro Correia a gentileza do convite e ao Delito a paciência para acomodar o enorme caixão que lá se colocou.

















Não o quero fora de casa mais tempo do que o estritamente necessário.. já lá está o aviso!
Comentário encontrado numa garrafa à deriva :
Eugénia, não sei se volto. A Joana e a Eugénia passam o tempo a querer cortar-me às postas e a Teresa só não as acompanha porque ninguém lhe põe a vista em cima. Deixaram entrar os leões de juba murcha no cemitério e até uns dragões de fruta e café com leite se instalaram no jazigo principal. A vida está dura para uma verdadeira águia. O PN e o Diogo é que me podem compreender.
Eugénia, já viu isto? Um bilhete anónimo! E que coisas estranhas diz… Aquelas alusões a ameaças de esquartejamento, à mulher desaparecida e ao jazigo parecem-me um bocado assustadoras. E o resto é código. Mas tem que ver com bola, ó se tem. Deve ser antigo porque ontem o Benfica parece que lá ganhou não sei bem a quem. Mas se calhar é só para despistar …
Acha que é de chamar a polícia?
Chamaram?
O homem anda tão desatinado que já só comunica depois de garrafas e garrafas esvaziadas.
Uma decadência que só visto — contado não se acredita.
Por falar nisso: já fiz queixa à Quercus, por causa da águia… Pior que touradas!
Antonio, não fale de garrafas vazias, assim, despreocupadamente. Lembre que ainda estou esperando umas cheias, aqui prometidas.…
Não esqueça, Monsieur Antoine que uma garrafa vazia está cheia de ar. (E parece que houve umas rabanadas de vento em Londres que não foi brincadeira nenhuma. Lá vos abanou um bocadinho a sucursal!)