Um poema para amanhecer

Fotografia de Maria João Cabrita

ESCURAS ERAM AS NOITES
Escuras eram as noites
em que lua se escondia
na copa da floresta
e água no lago adquiria
a espessura da do poço

O amor levanta as árvores pela raiz
para enterrar lanternas
que nasçam frutos amanhecidos

Comentários a “Um poema para amanhecer” (2)

  1. Manuel S. Fonseca diz:

    Deve ter sido o seu poema, e remotamente o vento que vem do Oceano, mas a verdade é que a manhã surgiu em Lisboa com uma luz limpíssima a recortar com traço preciso cada árvore, a linha de costa, as rochas negras que polvilham o rio entre Caxias e Paço de Arcos.

  2. Eugénia de Vasconcellos diz:

    Mas só muito remotamente o vento.. Merci pela fotografia de manhã clara em movimento.

Comentar