A minha mãe para mim:
— mas quando é que tu cresces?
Eu para a minha mãe:
— moi?
E tudo porquê? Ó injustiça, ó malvada incompreensão materna.. Porque estava na sala de casa dela maman, a dançar e cantar para O Cão, vá, a desafinar para O Cão, vestida com o exacto guarda roupa com que as mulheres costumam fazer o encore final depois do duche, vulgo de toalhão e toalha, coisa, bem se vê, só para as grandes estrelas da pop em geral e da cantoria em particular. Estava em plena expressão, portanto, da minha privada e atoalhada alegria em turco Torres Novas de boa gramagem e conforto, quando fui surpreendida em flagrante coreografia de altíssimo gabarito, e condicente com a afinação, por uma surpreendente maman que deveria estar, por razão de trocas e baldrocas, em casa de sa fille, moi. O que cantava eu ao meu Lindo Cão para merecer tal escarninho? Carregue no play. É por estas e por outras como estas que uma pessoa precisa de.. como direi, do recato de seu lar?


















Liiindo!
Eugénia, aqui lhe deixo toda a minha solidariedade, enquanto injustiçada vítima da mesma incompreensão musical familiar — no meu triste caso em dose tripla e vinda do extremo oposto do generation gap… É que nem na missa, no meio daquele horror de desafinação paroquial me dão tréguas: começam com discretas cotoveladas e depressa e desrespeitosamente passam ao adolescente “está toda a gente a olhar para nós”.
Viva o Cão, é o que é!
VIVA!
Somos uns génios musicais incompreendidos, é o que é. Diga às suas ricas pestes, também conhecidas por filhas, que, algures, num universo paralelo, os coros paroquiais é por si que se afinam.
Ó Joana, veja lá se faz favor se não diz mal do horror da desafinação paroquial, está bem!? Ora essa.
Fishing for compliments, Melodiosus Gonsalvus?!!
Está bem, eu dou. Aí vai: mas é claro que eu não me refiro a esses domingos em que a já de si fantástica missa é complementada por um alegre e afinadíssimo coro, cujas vozes e acompanhamento à guitarra (sobretudo este) ou me reduzem a um encantado silêncio (o que, convenhamos, é obra) ou ressoam tão bela e poderosamente pelas eclesiais abóbodas, que nem as ingratas filhas dão pelas minhas entusiasmadas fífias …
Bom, Joana. Agora até fiquei engasgado. Cof, cof! :)
Eugénia, você nessas poses e a cantar músicas dos ‘Camarões da Poça, Inc.’, de cão certamente estarrecido, bem… Rilhafoles já não existe, mas…
Tweet?… Otorrino pró cão?…
Mas que fera que me saiu! Isso são modos de tratar a sua, vá, bisavó? Ou a mesmo a mim que sou, toda a gente o sabe, uma santa?! Esse despautério é todo por causa dos gaiatos marinhos? Ou foi a cantoria? A afinação? Toda a gente canta no duche, vez por outra, dança enrolado na toalha.. Ora diga lá que nunca por nunca, se é capaz.
Tweet porque um post mínimo, sobre um mínimo assunto, acabado de acontecer, tal qual como se fora aquilo que é suposto ser.. um tweet.
Relembro-lhe que Rilhafoles, antes ó antes, era um lugarzinho onde se reeducavam hereges e bisnetos que desrespeitando as bisavós, ofendiam à moral e aos bons costumes.
Ps: já viu o lindo e completíssimo parabém da nossa Jeanne ao amigo do demo?
E já viu o meu?.…
Bisavóóóó? Ia ser bonito…
Com que então, a surripiar do Cão Azul, menino António Benedito? Vou já denunciá-lo ao meu primo João, ó se vou. Talvez amanhã de manhã, que já é tarde. Mas vou.
Vi, pois vi, a linda obra..
Ps: o chien azul é o micro chien no cantinho inferior da pubchurrasqueira? Terei de ir ao Google? À Wiki? Quem é o primo João?
Eugénia, Cão Azul é uma marca de t-shirts, sweats e sacos (http://www.caoazul.com/loja/) que pertence ao meu primo João. É ele quem desenha, congemina os textos-mensagens e gere aquilo tudo. Alguns dos loucos sacos que uso para os meus livros são dele.
Visita-nos amiúde, e, por ser um dos canhotos da família, deixou um lindo comentário num dos meus posts alusivos — ora vá lá espreitar.
Joana, ri-me uma fartura com alguns dizeres do Cão Azul — em homenagem ao do GM? — do seu primo João. Não recordo o seu post sobre este chien. Terei de fazer postarqueologia.. Agora vou ler a sua Jane.
Eugénia, eu não fiz nenhum post sobre o Cão Azul, o dono dele, o meu primo João, que nos costuma ler, é que muito recentemente deixou um comentário num post meu: orolhe-o, ao primo, não ao comentário (http://www.etudogentemorta.com/2010/08/uma-imensa-e-extraordinaria-minoria/#comments).
E claro que já lhe fiz queixinhas do abusador António, mas ele não me pareceu ter ficado especialmente abalado. Estranho.
Estranho nada! Um tipo normal, portista indefectível, bom pai de famíliaz — é o que ele é!
Queixinhas!
António: o meu primo, como toda a minha família “de Lisboa” (com uma única excepção que convém referir antes que ela me apareça aí a protestar) é do Sporting, ainda não tem filhos e eu não sou evidentemente queixinhas, limito-me a relatar ocorrências relevantes às pessoas envolvidas! Acertou no normal, vá lá. Um em quatro não é brilhante, mas há dias assim … Ânimo, que melhores virão.
«(…) já fiz queixinhas (…). Isto é uma CONFISSÃO! De jure!
Dois em quatro não é tão mau assim…
Fazem t-shirts por encomenda. Esta vai enriquecer o primo da Joana, ai nanas!
Ainda bem que gostou, Eugénia!
A Eugénia sabe que é esta é a cena mais feliz da comédia romântica que neste cemitério também se escreve e encenamos? Muito boa.