The Miseducation of Lauryn Hill

Se alguém se atrever a dizer que não gosta de hip-hop é porque nunca ouviu The Miseducation of Lauryn Hill. Se alguém se atrever a dizer que a senhora passou à história porque há mais de dez anos que não entra num estúdio, basta responder que sim, senhora, passou à História porque, nem antes nem depois, a história do hip-hop produziu um disco como esse e a senhora já fez a História que tinha que fazer, por sinal logo à primeira tentativa a solo. E não venham cá com histórias dos Fugees, a quem a senhora deu a voz ainda menina, ou do Ziggy Marley filho do deus do reggae a quem a senhora deu um filho Zion que celebrizou numa canção. Muito bem, dirão os puristas, que há melodia, elegância e limpidez a mais para ser hip-hop. Que há virtuosismo vocal que vai muito para além da dureza das palavras ditas de outros, os que ganham grammies atrás de grammies e abrem bem a camisa para mostrar todo o ouro e diamantes que o hip-hop já lhes deu. Mas ela está-se nas tintas. E nós com ela. Já fez o que tinha a fazer e faz questão em quase não aparecer nem dar entrevistas. E em quase não cantar em público. Quase. O Terreiro do Paço foi uma rara e honrosa excepção há umas semanas atrás. Para os que não a conhecem, bem aventurados sejam, que terão ainda o prazer de se maravilharem com a primeira vez da Miseducation da senhora Lauryn Hill, de que este Ex-Factor é apenas uma das pérolas.

Comentários a “The Miseducation of Lauryn Hill” (5)

  1. Joana Vasconcelos diz:

    Diogo, li e ouvi, gostei e aprendi.

    Não sabia que a Lauryn Hill era a voz dos Fugees, que me encantaram há anos com a versão do Killing Me Softly, de que tanto gosto, talvez por ter crescido a ouvi-la, na voz da Roberta Flack (era um dos discos preferidos da minha mãe).

  2. António Eça de Queiroz diz:

    Fantástica, não conhecia de todo.

  3. Diogo Leote diz:

    Joana, Turmalina e António: ainda bem que gostaram da Lauryn. Ela merece mesmo que a ouçam e gostem dela.

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