Story tão pequenina…

Fotografia de Pedro Norton

Tudo isto me parece hoje um espelho duplo que o príncipe do mundo faz deslizar como um diafragma por entre as raízes e as copas da alma: para que a estas nunca mais seja concedido reflectirem-se naquelas nem a ambas nutrirem-se umas das outras, felizmente, como o céu e a terra.

Cristina Campo, in OS IMPERDOÁVEIS, A&A

AMOR, O NOSSO AMOR
— O futuro ficou para trás.
— Decompomos a saudade em sílabas aquáticas, pequenas, que flutuem.

Comentários a “Story tão pequenina…” (3)

  1. Manuel S. Fonseca diz:

    A ideia de flutuar é-me querida. Gosto de lagos, de espelhos de água, do primeiro e mais mirrado charco, desde que à superfície flutuem folhas, um insecto sem vida, um pedaço de papel, o verde de uma erva que já foi campo.

  2. Eugénia de Vasconcellos diz:

    A mim também. E a própria marinha flutuação? O sol por cima, o corpo vago, nenhum pensamento.

  3. S. diz:

    Menina, fiquei em choque. Eu já sonhei com esse lugar muitas, muitas vezes.

Comentar