Pardon my french..

Bichezas puras e líricas.. pois sim, Manuel Fonseca. Não é para o amor que os homens pedalam desde os dias do triciclo, é para o muro! E este não cai que não é o de Berlim: sempre foi assim, sempre assim será. E porquê? Porque o homem, essa besta flor, separa o mundo em tulas e kittys, quer moedas de uma só face. Azarucho. Não há. As mulheres são de outra loiça, pedalam para outro lugar, querem o que querem. E o que é? Eu digo-lhe, não o deixo a perguntar-se do além como o tio Freud. Tudo. Não se assuste, porém, não vá provocar um estampido entre a sua espécie: o tudo das mulheres é feito de ces petits riens que me venaient de vous.

Ps: Manuel Fonseca, francamente, então passou-lhe pela cabeça que deixava, como deixou, neste lindo cemitério, o Christopher Walken a gritar pela Delilah e eu não ia ver isso tudo tudinho?

 

Comentários a “Pardon my french..” (6)

  1. Manuel S. Fonseca diz:

    Miss Eugénia, prepare-se — está aberta no cemitério a guerra mais letal, a dos sexos! Já percebi, pelo atrevimento de ir roubar munições ao meu paiol, que não há regras. Assim sendo, logo à noite, depois de uma lírica cerveja de fim de tarde, vai ver que vai ouvir mais uma pequenina, modesta e comovidamente rouca lição sobre as mulheres e os homens. Ó se vai.

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      Beba a cerveja e refresque-se com o lirismo. Eu cá virei sem qualquer um dos dois para aproveitar bem a lição que me quer dar, Mr. Fonseca.. mas não se esqueça: quem vai à guerra dá e leva. Ó se leva.

  2. Turmalina diz:

    Mulheres procuram sim as pequenas coisas, embora muitas vezes as deixemos pelo caminho…já os homens, bem, os homens, é melhor nem comentar. Vou esperar melhores argumentos…

  3. António Eça de Queiroz diz:

    Não percebo esta remise! Eu já disse tudo o que havia para dizer sobre as mulheres: «Seres misteriosos e imprevisíveis e é por isso que nós (os homens) gostamos delas».
    Que mais será preciso esclarecer?

  4. Maria João Cabrita diz:

    Se estivéssemos no facebook aplicaria um “Gosto” ao comentário do António Eça de Queiroz. Como não estamos digo… que é capaz de andar bem perto da verdade, mistério e imprevisibilidade… Acho que sim, é capaz de ter muita razão, pouco ou nada mais haverá a dizer!

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