Lit de Mort VIII *

Morrer com Dignidade — Fotografia de Daniel Pedrogam

O homem que aqui vêem sente e sabe a morte. O filho, que aqui imaginam, sabe-a com ele. E é desse saber surdo e partilhado que se faz esta dignidade imensa. É nesse saber surdo e partilhado que fica congelado o tempo. Nunca mais o pai se levantaria do leito que foi o seu. Cinco dias depois era nunca e seria sempre. Adeus Lit de Mort. Até ao meu regresso.


* Esta história não é minha. Roubei-a aqui na esperança de que, no despudorado furto, possa perceber-se uma homenagem singela.

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