In a Lily Allen state of mind

Não sou de intrigas, se fosse apontava o dedo e dizia: o menino Pedro Correia lailailai.. Mas não sou. Portanto, discreta, informo que me convidaram para cometer um delito. De opinião. Perguntei logo qual. Responderam-me: a sua. E pode até alongar-se como um discurso de Fidel Castro. Aceitei, claro. Foi um gosto. Merci.

Ps: estou, como direi.. um tudo nadinha blogubíqua?

Comentários a “In a Lily Allen state of mind” (19)

  1. Pedro Norton diz:

    pois pois menina, eugénia. um homem vai de férias e a balburdia instala-se. o tio manuel deu-lhe autorização para sair assim do nosso cemitério?

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      Foi o tio Manuel Fonseca que me pôs na rua:
      – xô daqui, ó terceira das pombinhas da catrina, não a quero para nada, vá escrever para quem a apanhar.
      Como nem uma alminha por mim, olhe, fui.

  2. José Navarro de Andrade diz:

    Sempre me pareceu que estar morto é mais decente que ser zombie…

  3. Francisco Telles diz:

    Vestido, saltos altos, riso, doce, brutíssima e até merci. Onde é que eu vi isto recentemente?

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      Então agora deu-lhe para comentar?! Olhe que em Espanha se corta rabo e orelha, mas aqui corta-se a língua a quem delira. É para que saiba.

  4. Manuel S. Fonseca diz:

    Eugénia, li a sua linda diatribe. Acho que quando voltar ao cemitério os mortos todos vão abrir alas para a receber. Somos hoje mortos mais vaidosos.

    ps — volte depressa para o cemitério e veja lá não se engane no caminho.

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      Enxota-me e agora vem-me cá com falinhas mansas?! Você não tem limites Manuel Fonseca..

      • Joana Vasconcelos diz:

        Limites nenhuns, absolutamente nenhuns, Eugénia… Veja só como às choradas súplicas juntou lesto a troca do inqualificável avatar seventies por um vermelhinho e estiloso — como o nosso blog, o vosso SLB (esse só na parte do vermelhinho, claro)… Muito sabe este homem …

  5. Manuel S. Fonseca diz:

    Tenho, tenho. O céu, onde nunca entrarei.

    ps — Ah já cá está! E os delinquentes da opinião sempre lhe deram as mordomias prometidas, limousine e coisa assim?

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      Bem feita! Nem no inferno o hão-de querer. Limbo consigo.

      Ps: deram de um tudo quanto há de melhor, que aquilo sim, é gente como deve ser.

  6. Manuel S. Fonseca diz:

    Pois pode ser que sim, que eles a tenham cumulado de prendas, mas ó Eugénia, esta nossa casinha, cheia de covas, modesta que seja, há lá alguma coisa mais cosy!

  7. Pedro Norton diz:

    bem falado mestre Fonseca. temos um cemitério pobre e pequenino mais muito honradinho. somos é uns mortos muitos ciumentos.

  8. António Eça de Queiroz diz:

    Isso!
    Gostei muito da sua vívida Lily mas li-a a resmungar…
    O que deu no MSF? Estará numa transmigração à Benjamin Button?
    Um deste dias aparece-nos de fraldas, vai ser giro vai.

    • Manuel S. Fonseca diz:

      Old (very old) friend, o rejuvenescimento é real. Esta foto da “montra” é do ano passado. Mas um dia destes ainda tens mais surpresas, ó, ó.

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      A resmungar? Mas a minha Lily não merece resmungos.. Só coro! Porquê, ó drama, tanta injustiça?

      • António Eça de Queiroz diz:

        Não seja fiteira, Eugénia. A blogubiquidade é perigosa, pode provocar esquizobloguite atomizante que, como todos sabemos, provoca ecos nos olhos e outras preocupantes distropias.
        Eu só estava preocupado mas você calimera logo!
        Carambas, que coisa…

  9. Joana Vasconcelos diz:

    Eugénia, procurando acompanhá-la na sua extraordinária blogobiquidade, fui até ao DELITO, li e ouvi tudinho e elaborei um lindo comentário. Seguiu-se a luta do costume entre a blogoazelha (moi) e o blog, ou o servidor ou o dono do dito (whatever). Resultado: rien de rien. Mas, porque sou uma rapariga previdente (e, sobretudo, porque isto me acontece constantemente), gravei, ó se gravei. E trouxe-o de volta comigo. Ei-lo que fica aqui enterrado …

    “Grande texto Eugénia!

    E melhor ainda lido ao som da linda e catártica música que tenho no meu i-pod e tantas, tantas vezes rosno sentidamente para dentro, enquanto sorrio, luminosa e composta, com grande pena de a não poder cantar bem cantada …

    Gostei especialmente da parte relativa às tontíssimas e imprestáveis árvores sintagmáticas … No meu caso permitiram-me desenvolver a criatividade (aquilo era de tal maneira sem regras e sem lógica que, para além do nominal e do verbal, tudo o resto eu inventava convictamente) e fizeram-me perceber umas quantas coisas quanto às professoras e ao chamado sistema (já que como eu era boa aluna, as ditas, por via das dúvidas — delas, claro -, marcavam sempre certo, por mais delirantes que fossem os sintagmas e garanto que o eram …). Mas suspeito que não seria para isso que as ditas integravam os programas escolares …”

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      Jeanne,

      a blogazelhice faz parte do nosso charme tal como a nossa muito, como direi?, especial afinação. Mas como bem disse, nada que nos impeça de sorrir e cantar dentro da cabeça.

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