Ernst Jünger

Extinto. Nem sequer em vias de extinção. A espécie está definitivamente extinta. Refiro-me aos intelectuais guerreiros. Foram erradicados da face da terra ainda antes de acabar o século passado.
O último, exemplo meritório e controverso, foi o escritor Ernst Jünger. Militar durante a I Grande Guerra, Jünger cantou, sem condescendência, a glória e a brutalidade da ofício bélico, em “In Stahlgewittern”.
Capitão das tropas alemãs na II Guerra, conviveu e terá protegido Picasso e Cocteau, durante a Ocupação, em Paris. Sobre as relações entre os intelectuais ocupados e ocupantes sugiro incursão esclarecedora por aqui e por aqui.
 Foi soldado, botânico, zoólogo, entomologista e poeta. Do mal que lhe conheço a obra, elejo “Eumeswil”, um romance em que a liberdade individual persiste, sem se deixar subsumir, mesmo servindo qualquer forma de poder: “A igualização e o culto das ideias colectivas não excluem o poder do indivíduo. Pelo contrário: nele se concentra o ideal das multidões como no foco de um espelho côncavo”. É o que escreve Jünger. E noutro ponto que por acaso é mais adiante diz: “Não fracassamos pelos nossos sonhos, mas sim por não termos sonhado o suficiente”.
Acusado de simpatias nazis, mas também associado ao atentado contra Hitler, Jünger é o exemplo de um espírito livre, suficientemente equidistante dos poderes para poder garantir a sua an-arquia pessoal: “Cortejar as boas graças: também isto é uma arte. A expressão deve ter sido inventada por alguém que teve a mesma sorte da raposa com as uvas”.
Segue-se introdução hagiográfica em castelhano:


Comentários a “Ernst Jünger” (1)

  1. Breno Jünger Oliveira diz:

    Bom saber que existe pessoas que saibao sobre este meu parente que foi um grande guerreiro ^^ Que os jungers sempre sejam jovens de espirito e cheios de bondade

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