Esta é a minha canção de despedida favorita. Porque, when the summer comes a-rollin’, tem de ser. I’ve got to ramble. Mas é a minha canção favorita porque, depois de a ouvir, já ninguém se quer ir embora: I never never gonna leave you baby.
A canção não é sequer dos Led Zeppelin. Pilharam-na, com modificações na letra, a uma folk singer berkeleyana, Anne Bredon. Andei à procura, mas não encontrei a Anne a despedir-se. Encontrei a versão da Joan Baez, igualmente pilhada, mas mais próxima do original (o que a mim não me faz gostar mais. O insuportável exibicionismo de Robert Plant vai mais com o meu gosto de despedidas e reencontros).
ps– Por honra das respectivas reputações, sublinhe-se que em segundos discos, tanto Baez como os Zeppellin acabaram por atribuir correctamente a autoria da canção à autora californiana. Avisei-te: com uma canção destas não há mesmo ninguém que se separe.

















Manuel Fonseca, achei muito inteligente essa ideia de uma praxis do adeus: a repetição do ritual amortece o carácter único da verdade da despedida que assim se colectiviza em adeuses onde as identidades se confundem.
A minha mãe passou uma fase Joan Baez, geracional, talvez. Eu não gosto, dá-me nos nervos.
A música em versão LZ confesso, também não: uma vez estava a ouvir o Lobo Antunes falar da primeira mulher, Zé, de como a amava, creio, e essa música, porque é a mesma letra, é exactamente o discurso dele então. Acho que ele a sacrificou a esse ramble para encontrar a assimetria que então julgava precisar para se fazer escritor. Mas posso estar enganada.
Fico contigo, Manuel, prefiro muito mais a versão do Robert Plant, que é a única que eu conhecia até esse momento. Quanto às despedidas, não posso opinar porque sempre fui péssima nessa arte.
Eugénia, ainda gostava de ouvir o ALA a cantar com o Robert Plant. Havia de ser bonito. Pior, só mesmo eu, mas se soubesse cantar, gostava de cantar “rock progressivo”, a esgalhar como os Led Zeppelin ou os Steppenwolf.
E queria chamar a atenção, tanto da Eugénia como da Turmalina, que a Joan Baez tinha umas lindas pernas e uns lindos joelhos. São essas pequeninas coisas que também alimentam uma revolução.
Pois sim, que ponha os joelhos ao léu, as pernas e tudo quanto possa contribuir para a causa revolucinário al fresco, mas caladinha..
Eugénia, então e o Kumbaya?! Francamente, quando lhe dá para embirrar, esquece-se logo dos seus tempos de misticismo hippie…
Então eu lá tenho idade para ter sido hippie..My Lord.
Ó catraia, se não foi hippie, foi new age.
Olha, Olha, Olha… o Manelito…
Agora, estou a conhecer-te muito bem!
Se a foto fosse de corpo inteiro, mostrava-te de joelhos ao léu… como Eugénia de Vasconcellos pediu…
O caro Orcama, veio para o concerto, aposto..
Mr. Orcama, não se lembrará, porque lembrar-se não pode, mas a foto é de quando andava eu a fazer estragos no Lobito.
Seja como for, a verdade é que sim senhor, andei muito de calções só para fazer brilhar os joelhos que não são tão lindos como os da Baez, mas são elegantes qb para um cavalheiro, o que aliás se aplica aos pés, igualmente handsome.
Já a modéstia..
A chatice Eugénia é que é verdade e é uma pena que nos jantares de blog o dress code implique casaca e chapéu alto só para se receber Mr. Orcama.
Olhe, para complementar o dress code, não esqueça levar as avantajadas mowanas e a pictórica barbicha, como lhe era apanágio de então…
Mas não querem lá ver?! MSF em processo de adiantada entropia!…
E sabes quer te acho um nadinha ditactorial? Estou-te a ver numa UCP alentrejana em 76, a paleografar imenso em marxês, ou a incendiar um pré-aviso de greve numa fábrica de louça das Caldas…
Sei lá!
Quanto às despedidas, deixa-me que te diga que tocaste uma das minhas mais acrisoladas cobardias.
Sempre fui péssimo a despedir-me, em alguns casos (poucos, vá lá) até fugi…
Antoine, que bom que voltou! Sabe lá a falta que tem feito?!
Olá Eugénia! Mas não fazia ideia!.… A mais piquena.
Modesto Benedito, que bom rever-te!!!
Minas-Novas!, não é modéstia — é verdade. Só a minha carência é imodesta…
Olá António!
Olá Joana! Deixei os Mares do Sul num vale de lágrimas (não me apetecia nada vir embora!)
Se lhe serve de consolo, moi aussi!