Antonius Eça Queirozis, Luandae verus imperator, in terribilem Malangiae carcerem tragice et atrociter inclusum
4 de Agosto de 2010
4 de Agosto de 2010
Com a expressa permissão do próprio, como facilmente poderá ver-se aqui, apresento-vos em primeira mão — e roubada à escuridão que a escondia — a extraordinária imagem de António Eça de Queiroz, imperador de Luanda, duque de Sassalemba e marquês de Ambriz, durante a sua triste e penosa estada na terrível prisão de Malange, à qual foi tragicamente parar por causa da heróica, mas falhada, incursão que intentou pelo interior de Angola — incursão que, como hoje se sabe, poderia ter inteiramente mudado o inexorável destino da guerra.
Ei-lo, coitado:


















Gonçalo, os cargos estão correctos, os factos assim-assim, mas esse gajo não sou eu de forma alguma! Este era o meu ajudante-de-campo, uma nulidade que até medo de cobras tinha, veja lá…
Antonius, não são cargos, são títulos, que comprovei, todinhos, antes de escrever o post. E os factos estão também mui certos, embora deixem muita coisa por contar, que só a horas mais tardias e com uma bolinha lá em cima, à direita do ecrã, se poderiam, talvez, dizer. Quanto à imagem, já não posso eu garantir. Mas asseguram-me as minhas fontes que era mesmo você, vestido de acordo com o calor de África, mas ostentando sempre aquele garbuoso biguode do Puarto, carago.
Cá para mim este Marte ataca.
Pois é Manel. Ele, aliás, parece já um bocadinho atacado.
E aquilo que o seu Antonius tem na cabeça não é um penico…
Seu Antonius é como o tratam os nossos leitores brasileiros. Quanto ao capacete já não sei. Mas que dá uns «ares» de penico, ai isso dá!?
Se mais incursões houvera, mais adiante chegara! disso estou hoje certo!
Rezam coevas lendas terem havido até gineceicos abaixo assinados, despoticamente ignorados pela castrense hierarquia. E, assim se perdeu a guerra… Restam as memórias, títulos e medalhas…
Orcama, temo o pior. O Antonius está em óbvia negação, fruto ainda de algum traumático stress de guerra. E vai contra-atacar, como o Manuel já avisou. Só resta você, portanto, para aqui repor a verdade, contando tudo aquilo que sabe que por lá se passou, assim retrazendo, ainda que violentamente, o bom Antonius à realidade.
Vou-lhe contar um segredo, Gonçalo: eu não leio Lobo Antunes por várias razões, entre elas porque não preciso.
Claro que sou eu.