Foi um momento histórico. Daqueles em que a tradição deixou de ser o que era. Como se não bastasse a peregrina guitarra eléctrica entrar assim, sem mais nem menos, numa casa bem portuguesa. Como se não bastasse ela, a guitarra, ser tocada pelo maior mago que a música negra (passe o pleonasmo) deu ao mundo nos últimos trinta anos. Como se não bastasse isso, que já é quase tudo para quase todos, ainda veio Ela, não a guitarra mas a nossa Ana, de muito negro vestido como a tradição impõe, fazer o que a tradição nunca vira em mais de 150 anos na História do Fado. Subir a saia negra acima do joelho. E cantar o Fado como ninguém até então cantara. Fazendo do joelho feminino, tantas vezes injustiçado pelos estetas sem alma, uma obra de arte.
Desculpem a imagem, surripiada como é próprio de todas as raridades, não estar à altura do momento, da guitarra, do mago, da voz, do joelho e das pernas, da História. E, sobretudo, não estar à altura do nosso Amor. Yes, we are in love with you, Ana. Nunca um plural majestático veio tanto a calhar. Aproveitem bem o momento antes de o mago vir cá buscar as poucas imagens que escaparam à sua censura. E ele não vai deixar de o fazer. Vai querer a Ana só para ele. Ai vai vai.

















Extraordinário! Tinha visto umas peças de noticiários com excertos da Casa da Mariquinhas. Achei graça e gostei da improvável fusão, que já ali dava para perceber. Mas isto é absolutamente outra coisa e absolutamente fantástico! Thks Diogo!
Ainda bem que gostou, Joana. Fiquei só com uma dúvida: gostou também especialmente das pernas, como eu?
Diogo, a minha apreciação e o meu apreço tinham um alcance mais lato — que abrangia a guitarra, o fado escolhido, o momento musical, o vestido negro curto e os lindos efeitos de luz … para além da pernas, realmente muito bonitas.
Um par de belas pernas é um asset imprescindível para qualquer mulher que se preze, tal como a noção de como, quando e onde fazer o melhor uso dele. A Ana Moura manifestamente has got both. Abençoada!
Continuando — e sem dela sair… — na terminologia financeira, esse bem (a silepse está toda lá), a estar cotado em bolsa, seria digno de uma OPA, mesmo que hostil… Abençoado…
Fantástico documento!
Além das pernas (que gostaria de analisar com mais atenção e meios técnicos) gostei muito, mas memo muito, dos olhos.
E da voz, claro.
meios técnicos?! seja artesanal, caro M. Antoine, seja artesanal…
E poucos dias bastaram para a sua sábia profecia se cumprir…