… que se vai cantar o fado.
Descobri este ficheiro num disco que tinha para aqui perdido. Que saudades. Todas as quartas-feiras lá ia eu para aquela tasca posta por ordem, em Lisboa, na Calçada da Ajuda, onde, à noite, em ambiente quase familiar, se ouvia e cantava o fado. São pessoas, conversas, histórias e memórias de um tempo que já não volta, que já não há. A guitarra do Zé Pracana, a viola do Mário Estorninho, a graça do Manuel Margaride, a ciência do Daniel Gouveia… Paciência. É assim a vida.
Ficou, só, este ficheiro, perdido no meu computador, para o qual foi trasladado a partir de um outro ficheiro do telemóvel de alguém que uma noite testemunhou isto que aqui vos conto. A gravação é miserável, mas, se tiverem pachorra, ouçam o último fado, de que gosto muito. A letra com que ali o canto é do Fernando Pessoa. A música é minha, razão pela qual o Zé Pracana e o Manuel Margaride lhe chamaram o «fado Moita». É tudo o que resta. E é tudo vosso.
3 fados na Ajuda

















Mas que lindo, Gonçalo…obrigada por compartilhar!
Não conheço muito de Fado, mas gostei muito :o)
Obrigado Turmalina.