Sexo, Mentiras e Cornos

Na esquina do Palazzo Braschi existe uma desfigurada estátua de Menelau (do Século III AC) que o povo de Roma, por alguma razão ainda hoje desconhecida, decidiu baptizar com o nome de Pasquino. Desde o século XVI, ao que parece por primeva inspiração do Cardeal Olivero Carafa, que serve de repositório a criticas verrinosas, insultos gratuitos ou sugestões maldosas, em verso ou prosa, que ali vão encontrar guarida a coberto da noite. O termo “pasquim”, a que só por profissional decoro não recorro mais vezes para descrever algumas publicações da nossa praça, tem origem, precisamente, nesse torso descarnado do pobre “cornuti” da Lacedemónia. Não lhe bastava ter ficado sem mulher (bem jeitosa, segundo se diz), o pobre passou ainda à história como símbolo maior da infâmia.

Comentários a “Sexo, Mentiras e Cornos” (2)

  1. António Eça de Queiroz diz:

    Às tantas foi merecido.
    Tudo.

  2. gabriel diz:

    que boy i ola filadaputa

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