
A Fonte. Marcel Duchamp
Já ouviram falar das Srªs Sandra Rawls Oltmanns e Savannah Day? Hum… E da American Restroom Association? Também não? Pois fazem mal. Estão a passar ao lado da batalha pelos direitos humanos mais heróica desde que Rosa Louise McCauley Parks decidiu desobedecer a uma ordem racista de um condutor de autocarros.
Fiquem então a saber que uma mulher leva, em média, 3 minutos para entrar numa casa de banho pública, fazer um xixizinho, e voltar a sair. Um homem consegue aliviar-se em 83.6 segundos. Palavra de cientista. Conclusão? Incontinentes filas nas casas de banho das senhoras.
É para travar esta flagrante iniquidade que o mundo fascinante da luta pela igualdade dos géneros debate agora a necessidade de tornar universalmente obrigatória, em todas as casas de banho públicas, a construção de duas vezes mais retretes para senhoras do que urinóis para homens. Acham bizarro? Pois fiquem sabendo que, enquanto a coisa se discute nas mais altas instâncias mundiais, mais de metade dos estados americanos têm já este tipo de «porcelain parity laws». E que Singapura e Hong Kong também já aderiram à nobre causa. O problema é que o movimento transgender defende uma solução diferente: casas de banho unisexo para todos. A ideia é que assim se elimina também a necessidade de fazer uma escolha pública e à vista de todos, na hora de optar pela casa de banho. Dois coelhos de uma cajadada, por assim dizer. Sem ofensa para os coelhos.
Cheira-me que o Dr. Louçã anda distraído com estas minudências da crise financeira.

















A cajadada no coelho, mesmo no fim do post, cheira-me a piada política. Não havia necessidade. :)
é verdade. não convém misturar a política com a coprofilia.
Nem com a coprofilia nem com a copofonia. E no entanto estas coisas às vezes misturam-se.
Realmente, Pedro, urinóis transgender na agenda do BE (e até no próprio!) fariam todo o sentido.
Distraídíssimo, este Louçã.
Quanto à cajadada, Gonçalo, bem que o coelho a merecia por causa dos ministros que tira da cartola.