O nosso Vasco lançou-nos esta manhã um lindo desafio.
A primeira parte era como naqueles concursos da televisão: tinha de se ver o vídeo e depois responder a uma pergunta. De escolha múltipla e cheia de rasteiras. Depois de muito meditar, escolhi a alínea e), porque é a que mais se adequa, aquilo, porque sendo a mais abrangente, há-de incluir a resposta certa e porque além disso é a única que está em inglês, o que lhe dá outro cachet.
A segunda parte implicava escolher um outro grande momento musical de um filme. Em circunstâncias normais hesitaria, mas o profundo e erudito texto do nosso António Eça sobre a essência do feminino deixou-me realmente encantada. E inspirada, também. De bonitos e bons sentimentos de reciprocidade. Por isso escolhi este. Gracioso, edificante e profundamente autêntico. A prova que faltava da teletransportada natureza da rapaziada, tão sensivel e cientificamente retratada pela nossa Eugénia.
Vasco, tá completamente ganho! Podes declarar-me desde já VENCEDORA– e aproveitar para nomear os laboriosos membros da comissão que providenciará o descasque das batatinhas, enquanto as girls desfrutam de um belo dia de praia lá na Sardenha!
WITH A LITTLE BIT O’ LUCK
The Lord above gave man an arm of iron
So he could do his job and never shirk.
The Lord gave man an arm of iron, but
With a little bit o’ luck,
With a little bit o’ luck,
Someone else’ll do the blinkin’ work!
With a little bit… with a little bit…
With a little bit o’ luck you’ll never work!
The Lord above made liquor for temptation,
To see if man could turn away from sin.
The Lord above made liquor for temptation, but
With a little bit o’ luck,
With a little bit o’ luck,
When temptation comes you’ll give right in!
With a little bit… with a little bit…
With a little bit o’ luck you’ll give right in.
Oh, you can walk the straight and narrow;
But with a little bit o’ luck,
You’ll run amuck!
The gentle sex was made for man to marry,
To share his nest and see ‘is food is cooked.
The gentle sex was made for man to marry, but
With a little bit o’ luck,
With a little bit o’ luck,
You can have it all and not get hooked.
With a little bit… with a little bit…
With a little bit o’ luck you won’t get hooked.
With a little bit… with a little bit…
With a little bit o’ bloomin’ luck!
They’re always throwin’ goodness at you;
But with a little bit o’ luck,
A man can duck!
The Lord above made man to ‘elp is neighbor,
No matter where, on land, or sea, or foam.
The Lord above made man to ‘elp his neighbor, but
With a little bit o’ luck,
With a little bit o’ luck,
When he comes around you won’t be ‘ome!
With a little bit… with a little bit…
With a little bit o’ luck,
You won’t be ‘ome.
With a little bit… with a little bit…
With a little bit o’ bloomin’ luck!
A man was made to ‘elp support his children,
Which is the right and proper thing to do.
A man was made to ‘elp support his children, but
With a little bit o’ luck,
With a little bit o’ luck,
They’ll go out and start supportin’ you!
With a little bit… with a little bit…
With a little bit o’ luck they’ll work for you!
With a little bit… with a little bit…
With a little bit o’ bloomin’ luck!
Oh, it’s a crime for man to go philanderin’
And fill his wife’s poor ‘eart with grief and doubt.
Oh, it’s a crime for man to go philanderin’, but
With a little bit o’ luck,
With a little bit o’ luck,
You can see the bloodhound don’t find out!
With a little bit… with a little bit…
With a little bit o’ luck she won’t find out!
With a little bit… with a little bit…
With a little bit o’ bloomin’ luck!

















Ainda bem que estava online para dizer: VIVA!
É a prova acabada, Joana, depois disto não há conversa — como qualquer um que tenha fraqueza por este filme a ponto de o saber de cor e salteado poderá confirmar. Este enorme filósofo será teletransportado até à civilidade por obra e graça do casamento.
Absolutamente! Basta aliás ver, Eugénia como o pobrezito, já a antever o redentor futuro que o aguardava, entoava feliz Get me to the church on time — noutro momento musical de grande elevação deste lindo filme e basicamente de toda a história do cinema!
Poiiiiiis — claro.
Falaciosas e casamenteiras — tinha de ser!
Os conluios do costume…
Falaciosas? Casamenteiras? Conluios? Costume?
Escolhe-se um número — e que número — feito exclusivamente por homens e sobre homens, todo ele realismo e verdade … e este o agredecimento que se recebe?
António, reveja o número musical, releia o lindo poema e depois venha aqui retratar-se, repeso dessas torpes afirmações …
Pobres e mal-agradecidos, é o que é!
Inveja: este foi um levantamento de informações fidedignas, de e para os próprios, há-de ser-lhes difícil, coitados, só têm os argumentos citados por Antoine. Argumentos? Perdão, ressentimentos..
Cá para mim a história da Joana d’ Arc corre o risco de se repetir, não achas Monsieur Antoine? Cantou vitória cedo demais e acabou, digamos, chamuscada. Nem creio que a Espírita Santa de Orelha que veio logo a correr a salve da fogueirita. Palpita-me, digo eu…
Manuel Fonseca, não vale a pena mandar fazer a sua árvore genealógica, e não é pelas razões culturais de sermos todos filhos de Adão e Eva, e alguns, vá-se lá saber quem, da tia Serpente. É porque sei de fonte segura da sua bórgia antepassada: veja lá, não lhe caia o anelzinho de veneno do dedo.
Olha outro!
Pobre e mal-agradecido, como o que antecede! E mauzinho! A trazer de novo à baila a enervante criatura só para implicar comigo. E, pior, a agoirar-me com essa cena da repetição, a sugerir futuros cortes de cabelo mal-sucedidos e escaldões na época balnear que ora se inicia, ou seja, rugas, ou seja envelhecimento! Só lhe digo, Manuel Sardão Fonseca: Lagarto, lagarto, lagarto!
Ah pois, Eugénia, olhe, antes Serpente do que Churrasco!
«Olha outro»?! Mas…
Cheira a barbecue…