Uma casa em Tortilla Flat

Tenho uma casa em Tortilla Flat. Recomendou-ma um bom amigo. É uma casa feita de vinho bom, do barato e roubado. É uma casa feita para incondicionais amizades. É uma casa feita para arder que é o destino natural de todas as casas que se querem duradouras.

Vão visitá-la. Leiam-na, releiam-na. De um fôlego. Num dia cinzento. Perguntem por Jesus, pelo Pirata e se alguém lá no bairro quiser saber ao que vão, digam que vos falou dela o meu amigo. Verão que não há tristeza que lhe resista e que Steinbeck nunca mais escreveu nada tão divertido.



Comentários a “Uma casa em Tortilla Flat” (4)

  1. Joana Vasconcelos diz:

    Foi com o delicioso Tortilla Flat que iniciei — da melhor maneira — a minha detox pós-entrega da tese. Depois de meses e meses e meses de áridas leituras jurídicas, este livro soube-me pela vida. Li-o muito devagar, muito mais que me é habitual, não porque estivesse cansada (que estava) mas porque constantemente voltava atrás para reler passagens absolutamente hilariantes ou muitíssimo tocantes. O Steinbeck que, confesso, não me encantava por aí além, tem um lugar no céu só por ter escrito este livro. E o nosso MSF também, por mo ter vivamente sugerido num destes nossos serões de chat.

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    Joana e Pedro, que tal formarmos o clube de boémios devotos de Tortilla Flat?
    Eu gostei muito de Tortilla Flat que li (como o Pedro) todinho numa noite de Natal. Mas agora, pela forma como percebi que os dois, meus irmãos leitores, gostaram, ainda gosto mais, muito mais.

  3. Luciana diz:

    Posso solicitar minha inscrição no clube? Lido em um fôlego, por tanto e tanto tempo desejei uma casa como a de danny… “uma unidade cujas partes são homens, uma unidade donde emanava a ternura, a alegria, a filantropia e, no fim, uma tristeza mística”.

  4. Pedro Norton diz:

    Boa! O nosso clube já tem quatro habitantes. O Manuel, bem entendido, é o Danny porque primeiro nos convidou. Eu posso ir roubar o vinho. Não me atrevo a sugerir nenhum personagem feminino à Joana nem à Luciana. Mas as meninas é que sabem…

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