
Anda por aí um alvoroço com os prognósticos do Mundial que não se compreende. Basta olhar o calendário das partidas para constatar quão frívolas são as apostas e as lucubrações. Está tudo à mostra como a coisa vai correr.
Para vos poupar trabalho e arrelias desnecessárias fiquem já sabendo que a Espanha e a Argentina vão de carrinho até às meias finais. Entre eles é difícil saber o que sucederá, mas será este o jogo que todos recordarão como tendo sido o “ó que pena, foi uma autêntica final”.
Do outro lado também não há muito que contar: o Brasil despacha o Chile nos 8ºs, o Paraguay nos 4ºs e dá de cabeça com a França na meia final. Vai ser a vingança do escrete pé sujo de Dunga, que liquidará os gauleses saudosos do baile de Zidane em 2006. Ou talvez não, que eu prognósticos tão adiantados já “é mais em força do que em estilo”.
De qualquer modo, e para que não me tomem como poltrão, palpita-me uma final entre a Espanha e o Brasil.
E Portugal? Ora, trigo limpo, farinha amparo: empate estóico a zero com a Costa do Marfim, depois de termos muralhado a defesa com a expulsão de Bruno Alves, agravada pela do Tiago, lá para o fim; vitória à tangente com os espectros coreanos – golo de Liedson, qual a dúvida? – e derrota, à beira do colapso por 3–0 com o Brasil. Lá se foram os cálculos por água abaixo porque a Costa do Marfim, bombardeou os Passa-Fome do Norte e só perdeu por 1–0 com os sambistas.
E fica já o aviso aos incréus: como é sabido e reconhecido em futebol, pelo menos em Portugal, nunca ninguém se engana – se calhar haveria de ser eu o primeiro?
PS – e mais esta que ainda não sabem: o Prof. Projecto vai denunciar com toda a frontalidade e com a lhana linguagem que é seu timbre, os malandros da Liga de Clubes que lhe sabotaram os planos de preparação delineados desde Janeiro.

















E vale torcer pela Argentina?
Primeiro: não há nada de insípido, inodor ou incolor nesta ilustração. Quanto ao mais, eu — que gosto muito de futebol — torço por belos jogos, por muitos gols, dribles, tabelas…
Um quase segredo: também estou quase torcendo Argentina ou Holanda…qualquer uma que me livre da mesmice raivosa do time do Dunga. Vejamos quem me enche os olhos…
Inexplicavelmente, Potugal vai surpreender…
(e agora digam que não sou caótico e optimista)
Impossível ficar alheia à toda essa barbúrdia, ainda mais tendo um filho que joga futebol pelo menos duas vezes por semana.E um cara metade quase verde de tanto torcer pelo seu Palmeiras.
Partindo daí, na última copa, torci mesmo por Portugal, depois do Brasil, é claro.
Nesta torcerei novamente pelo meu país, seguido de Portugal e África do Sul. Mas confesso simpatia pela Laranja Mecânica. Agora, torcer pela Argentina, jamais!!!
Não gosto nada de ver as minhas amigas nordestinas a torcer pela Holanda, nem que tenham o nome desse “húmido e frio inferno”, como disse o baiano António Vieira. Olhem que as senhoras estiveram a um fio de terem educação calvinista e de falar o papiamento dos guianenses (diz-se assim?).
Well, well, caro José…por conta do acaso nasci e vivo um pouco distante do Nordeste e portanto mais longe ainda do papiamento dos guianenses. Na minha educação extremamente paulistana o máximo que estive de Calvino foi o fato de ter estudado numa escola com raízes protestantes, dirigida por americanos. E disse que simpatizo, mas não que torcerei pelos holandeses.Continuo torcendo por Brasil e Portugal :o)
Como disse o outro, a Argentina até podia fazer uma graça, se tivesse treinador. Isto ou vai para a Espanha ou para o Brasil, com todos aquels jogadores “europeus”. Digo eu.
Ah, Zé, deixa-me os sonhos quietos…sei bem demais que o Brasil pode ganhar uma Copa assim, sem jogar o que eu gostaria e eles poderiam. Pois não tenho que conviver a cada dia com o título de 94 e as infames ponderações sobre a seleção de 82?
Mas eu,aqui, quietinha e antes de tudo começar, posso contar que gosto mesmo é da beleza e não da vitória apenas, gosto do jogo feito arte, feito suor, feito pernas… gosto do balé, da mágica, da submissão da bola aos pés arteiros.
Mas não gostaria de ser outra coisa senão isso que sou…Ah, a chuva tem data e hora marcada e parece-me que vai aparecer aí em Lisboa, falta só o vento que lhe leve!
Ah, Luciana, sopre, sopre com força!
“Será chuva, será gente?
Gente não é certamente
e a chuva não bate assim”…
Temos, para nosso desespero, aquilo que vocês, em 82, desesperados, também tinham:
Valdir Peres, Serginho…
Agora, com Júnior, Sócrates (o dr.!, não o engº?), Cerezo, Falcão, Eder, Zico, a música era mesmo outra!!!
carinho meu: a beleza é um estado de espírito, a vitória um estado de sítio. Não sei porquê algo me diz que você é “menguista” ou da “fiel”. Eu sou vasco, S. Paulo e, sobretudo, do Sporting: sei o que vale ganhar. O sexo vem antes do amor.
Oh, oh, oh, podia perdoar quase tudo — caríssimo Zé — pelo vocativo que usaste. O algo que lhe diz que eu sou Flamengo sou eu mesma, que já bradei tanto e em tão alta voz que mesmo além mar dá pra se ouvir, não tenho dúvida.
Perdôo-lhe a vascaína escolha, não há mesmo perfeição neste mundo (e dizer que sabe o que vale ganhar sendo Vasco, das duas uma: ou bem não acompanha os resultados ou bem o sabe por contradição, mas não briguemos, não briguemos).
Perdôo-lhe achar, por um momento, que eu poderia (depois de tanto dito) apreciar o jogo entrecortado do sempre sem graça corinthians.
Mas não perdôo-lhe não saber (eu sei que sabes, só não queres é confessar) que não há nada antes do amor.