Story tão pequenina…


Fotografia de Pedro Norton


Hei-de reconhecer-te pelo imortal
silêncio.

Cristina Campo, in O PASSO DO ADEUS, A&A

AMOR, O TEU NOME
— o que há dentro de um nome?,
dizes. 
— destino,
digo, é a absoluta invocação da verdade.
— avançamos em direcção a quê?,
dizes.
nada, não há onde chegar, digo, é aqui.
No caminho circular do retorno, as estrelas caem só para iluminar os corações no escuro.


Comentários a “Story tão pequenina…” (20)

  1. Turmalina diz:

    Lindo, Eugénia e por um instante me lembrou Shakespeare:
    O que há num simples nome?

  2. maria diz:

    Que “poucochinho” bonito!
    Só o aqui retorna.O ali não.

  3. Luciana diz:

    E mais um pouco de hemorragia na minh’alma…

  4. Orcama diz:

    Belo, muito belo. Mas cíclico e fatalista.
    Veja só o que me fez despertar:
    http://www.youtube.com/watch?v=2cpgXCE_Iqc
    (tão ao gosto de Manuel “Simplesmente” Fonseca…).

  5. Manuel S. Fonseca diz:

    Gostei. Devíamos aplicar a técnica dos haikai aos nossos posts (sobretudo eu aos meus). Podia ser assim:

    Aqui nunca se chega
    Caminho sem pressa
    Noite de nenhuma estrela.

  6. Luciana diz:

    Mas não haikai aos comentários, espero, senão serei banida prolixa que sou…

  7. Luciana diz:

    Há uma escritora, Alice Ruiz, que escreve haikais…gostei muito do seu livro chamado Desorientais. Vejo já se acho algo pra trazer pra vocês…

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