Saramago

Comentários a “Saramago” (6)

  1. Nunca me inspirou. Mas louvo-lhe o Nobel.
    RIP

  2. António Eça de Queiroz diz:

    Não gostava da pessoa, mas gostei bastante de alguns livros dele: o Memorial, Cegueira…

  3. Joana Vasconcelos diz:

    “Se não quiseres ficar, vai-te embora, não te posso obrigar, Não tenho forças que me levem daqui, deitaste-me um encanto, Não deitei tal, não disse uma palavra, não te toquei, Olhaste-me por dentro, Juro que nunca de olharei por dentro, Juras que não o farás e já o fizeste, Não sabes do que estás a falar, não te olhei por dentro, Se eu ficar onde durmo, Comigo
    (…)
    Quando, de manhã, Baltazar acordou, viu Blimunda deitada, ao seu lado, a comer pão, de olhos fechados. Só os abriu, cinzentos àquela hora, depois de ter acabado de comer, e disse Nunca te olharei por dentro”.

    José Saramago, Memorial do Convento

    Devia ter dezasseis anos quando pela primeira vez li o Memorial. Este trecho, do primeiro e definitivo encontro de Baltazar Sete-Sóis e Blimunda Sete-Luas encantou-me para sempre. Porque exprime de modo especialmente feliz como dois só poderão ir-se tornando um só (Mt, 19,5) se se mantiverem e se respeitarem como dois, diferentes e livres.

  4. Pedro Norton diz:

    Não será elegante mas não gosto de ser hipócrita. Nunca gostei do homem.

  5. Turmalina diz:

    Eu sempre gostei muito de seus personagens e da sua maneira de pintar a realidade com outras formas e cores.Embora muitas vezes eu não concordasse com suas declarações públicas. O primeiro livro que li dele foi um bem pequeno, na verdade, um conto: O conto da ilha desconhecida.

  6. Caballo Verde diz:

    Mesmo conhecendo a probabilidade, a tua morte foi uma surpresa e um choque severo.
    Caramba!!, para que pais foste tu agora?!!!

    Num repente,
    recordei o concurso da Maria Elisa sobre o “melhor português”.
    Como pudemos, nós humanos, passar a nossa existência louvando tamanha mediocridade?!
    A mediocridade que nos agrilhoou e ainda nos tolhe os sentimentos, pensamentos e movimentos,
    lembrei a mulher do médico, fiel companheira; o cão guia da “Cegueira”, teu personagem favorito, não sei se meu também, tantos o foram…,
    lembrei também Caim…
    Como podemos, nós humanos, justificar a nossa existência pela existência de um ser divino antropomorfico que antropomorficamente nos permite e incentiva a cometer as maiores atrocidades contra iguais?

    E quem achas que as comete realmente, José?
    Nós humanos, ou Ele?
    Nós, ou a nossa Criação que, por sua vez, paradoxalmente, nos Criou?!…

    Porque tanto acreditamos e tanto nos abandonamos ao pretexto?
    Porque não cooperamos?, porque não aceitamos a nossa natureza?..

    Efectivamente necessito da Filosofia, necessito de Pensar.
    Não com o objectivo científico de descobrir um facto ou desvendar uma verdade absoluta mas meramente…, pelo exercício de prosseguir o caminho da descoberta de quem sou e que mundo é este que me rodeia.

    Obrigado pelo contributo, obrigado pela tua vida.
    Estarás sempre presente.

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