A minha irmã e o meu cunhado vieram jantar. Trouxeram o filho de ambos, o meu sobrinho. Findo o jantar, já para o tardinho em relógio de baby, ligo a televisão.
Eu para o meu sobrinho:
— vamos à corrida?
O meu sobrinho para mim:
— tim!
Eu para o meu sobrinho:
— está a ver que lindo?
O meu sobrinho para mim:
— é memé!
Eu para o meu sobrinho:
— qual memé?! Não é memé, é touro.
O meu sobrinho para mim:
— é va. Muuu.
Eu para o meu sobrinho:
— não é vaca. Faz muuu, mas é touro. Touro não é vaca.
O meu sobrinho para mim:
— muuu.
Eu para o meu sobrinho:
— tou-ro, tou-ro, tou-ro..
O meu sobrinho para mim:
— muuu!
E Zás!, dá-me uma cabeçada na barriga, agarra-me à bruta e não larga.
Eu para a minha irmã:
— temos forcado!
A minha irmã para o marido:
— vamos embora.


















Lindo! O rapazinho promete! Não esmoreça, Tia Eugénia.
Os meus dois sobrinhos, filhos do meu irmão, causaram quite a sensation este ano no regresso a Inglaterra e às aulas, vindos de umas animadíssimas férias com os outros avós, perto de Barrancos.
Ao fim de dois ou três dias, a nobre arte do toureio não tinha segredos para os louros amiguinhos que, liderados pelos intrépidos pequenos aficionados, faziam pegas de caras, espetavam ferros, galopavam à volta do recreio, marravam e raspavam o chão and, explicou a estupefacta professora à minha cunhada, they actually kill the bull!!!, para além de dominarem todo um vasto léxico tauromáquico em português, a começar pelo clássico Eh touro lindo! Touro! Touro! Touro!
Qual esmorecer.. preparam-se grandes lides com o triciclo, Joana. E imagino o transe inglês com a afición taurina dos seus sobrinhos.
Estimada Eugénia, fazia lá eu ideia de que na Sardenha também havia touros! E não vai acreditar na coincidência, mas vim agora mesminho duma tourada no campo pequeno. Com cavaleiros portugueses e matadores espanhóis que aqui, em Portugal, ficam a chuchar no dedo. Pelo que li do seu post, digo-lhe já, o seu sobrinho não é forcado, é mesmo matador. (Não me atrevo a dizer que sai à tia, só porque a tia é santinha na Sardenha e na Sardenha nada de matanças!)
E minha caríssima Joana, os seus sobrinhos deviam ter o prémio nobel de antropologia por levarem às bárbaras paragens do norte os tremendos rituais do sul. Eh toiro lindo!
Pois nós estávamos sentados na transmissão da mesma corrida! Ainda não tinha visto o filho do Paquirri.
Cheira-me que se a Conchita Citron pudesse ler isto logo ficava com uma lágrima ao canto do olho.
Eugénia, se já marra vai no bom caminho. Mas parece-me a pega um pouco traumatizante. Encaminhe-o, quando puder, para os cavalos!
Joana, aos ingleses quem os toureia desde sempre — e desculpe a crueza — são as mulheres. Todo e qualquer inglês que se preze é dominado pela mulher. Se não fôr assim é porque é irlandês, ou escocês ou até galês. Ou arábico…
António Benedito, mas que despropósito! As crianças têm 4 e 5 anos! Shame on you, you naughty, naughty boy!
Caro Antoine, estou em crer que La Diosa Rubia não teria lágrima fácil. Agora eu, estou chocada com o seu desamor forcado!
Yeah!…
A sua irmão que não se preocupe, com o tempo o raapz mudará de posição e fica do lado dos bregadores e não dos bregados.
A minha irmã é aficionada, José Navarro.
Gostei particularmente da última linha do seu texto.
O caro Alberto Nogueira, gostou, portanto, que ele chegasse ao fim.
Eu sei que me entendeu. Até porque não usei vírgula após o ‘gostei’.
Caro Alberto, se os blogs fossem audio e os sorrisos se ouvissem, ter-me-ia ouvido. Não me leve a mal, tenho um humor um bocadinho twisted. E eu também sei que me entendeu. Merci.
Toma e embrulha, Alberto…
Eugénia, nutro forte suspeita pela arte da pega. O meu irmão, que tem 1,97 de altura, quase partiu as pernas a pegar um garraio de caras. Passou-se para a cernelha mas, talvez marcado pela pega fatal, morreu para a arte.
Sabe que conheci a Conchita? Ela era grande amiga do meu pai, e tinha um canil de cães d’água portugueses do melhor. Herdou-o do Vasco Bensaúde, que foi quem salvou a raça da extinção por mestiçagem.
Sei bem que foi criadora. Essa história com Vasco Bensaúde é famosa. É verdadeiro, aquilo do ofereço-lhe o cão se me sair a lotaria e a lotaria ter-lhe saído de facto?
Sabe do que é que eu mais gostava nela — nunca a conheci — a lucidez crua. Perceber que o toureio a pé e bem cavalgar são fundamentais para fazer um bom cavaleiro. E um fogo dentro. Pelo menos, e talvez porque nunca a conheci, parecia-me assim. Tenho horror a conhecer gente que admiro de pequena, tenho medo que encolham.
Mas o seu irmão tem uma altura maluca para forcado!
Em relação ao meu irmão tem toda a razão. E ele também, porque não é forcado. Digamos que experimentou e não gostou…
Quanto ao Leão, que era avô (acho eu) da Spada Algarbiorum, ouvi contar a mesma história, agora se foi verdade ou não…
Era uma senhora interessantíssima, Eugénia! Cheia de raça e com um olhar vigoroso mas agradável, simpático.
Esta tinha gostado de a conhecer.
Percebi que o seu irmão não era forcado, que tinha sido uma experiência desgostada — e arriscada, acho, com a altura toda que tem. O que não percebo é sua a fotografia, que já tardava. Está de hábito como o seu santo homónimo? Vê-se malinho..
Eugénia, esta é a minha foto oficial de agente da POCS (Poder Oculto Contra Sócrates). Como convém a um agente da Poder Oculto, uso bordão de aveleira mágica e capuz de bruxo. Já cá tínhamos a Bruxa da Areosa, agora há também o Bruxo das Antas.
Ora o bordão é um elemento que tem de aparecer nas fotos mais oficiais, e esta é…
…para que o Teixeira dos Santos não te reconheça!
Agora com capa…
Better, much better. Comparativamente falando, claro. Mas ainda não está bem, falta qualquer coisa …
Falta qualquer coisa??!!!!|
É só desfeitas…