4 de Junho de 2010
Por motivos estratégicos até pretendia fazer segredo desta matéria, mas vale a verdade que fui provocado de forma agressiva por Sua Alteza a Imperatriz Eugénia da Sardenha e Duas Sicílias. Assim, só me restava (usando palavras que sei de imperial gosto) arrepiar caminho.
Tudo começou com as Três Graças em confabulação (no corte!…), corria o Paleolítico Superior (e não é curioso termos aqui, em pleno ETGM, exactamente o mesmo número de graças?…). As vestes exibidas pelas 3G comprovam a época em definitivo. O objectivo era específico: levar os homens até ao Neolítico e dali à actualidade – o que conseguiram, a meu ver com excessiva facilidade.
Já na Idade do Ferro, musculados e intrépidos rapagões tentaram resolver a questão raptando duas das Graças – o que se mostrou insuficiente porque, de facto, deviam ter raptado todas.
Assim, a praga avançou épocas fora.
Com as Sabinas, que fizeram um escarcéu dos diabos, foi muita parra e pouca uva.
E correndo os tempos, num sapateado ascendente, vamo-nos deparando com fracassos atrás fracassos: a Joaninha do Arco foi parar à fogueira, mai-las amiguinhas da vassoura e da caldeira, mas também só serviu de exemplo vago; Henrique VIII, um bom e esforçado rapaz da Renascença, empenhou-se com afinco – mas realmente nada resolveu; Maria Antonieta não passa dum fait divers da indústria da panificação; por fim, depois de mil Perséphones e Loreleis, já no século XX, as malucas das Valquírias (de que Eva Braun era agente infiltrada) quase acabavam de vez com isto tudo.
Como foi possível – perguntam hoje os meus amiguinhos…
Explico tudo, utilizando para tal um importantíssimo documentário produzido e realizado em 1972 por esse grande antropólogo diletante que foi Pietro Germi – recentemente reconhecido como o David Attenborough do género feminino.
Stefania Sandreli e Dustin Hofman em Alfredo Alfredo, de Pietro Germi
http://www.youtube.com/watch?v=Pb0K2aLPlco&feature=related
Já no século XXI, o estranho documento que abaixo se exibe relata o desastre em toda a sua catastrófica dimensão. A «peça» que segue contém terminologia infelizmente adequada à realidade, de que o split da plataforma Horizon da BP é apenas corolário elementar.
Katiazinha, by herself…
Fujo daqui para o Jurássico, com a Bündchen e mais umas amigas (é preciso assegurar a continuação da espécie) e uma navalha Laguiole (que aquilo por lá também é perigoso e a pedra lascada ainda não está na moda).
Paradoxo temporal?! Terei ouvido bem, Eugénia?…
Mas afinal quem começou o dislate de transportar indiscriminadamente homens do Neolítico para o presente?!…
Quem começou este temporal de paradoxos, quem foi?
O resultado está à vista.
Regresso ao passado com a satisfação do dever cumprido – embora com o coração já inundado de saudade.
& toclas!






















Depois desse seu apanhado, Benedito, deixa-nos totalmente sem escolhas…Eugénia, socorra-nos!!!
Como, Turmalina, se estou perdida de riso?!
António, mas que falta de graça.
A sério, não estava à espera.
Desiludiu-me muito. Mesmo.
E eu que até simpatizava consigo. Que pena.
Joaninha, aquela louca alucinada? O que é que lhe passou pela cabeça?
Áh-Áh-Áh-Áh-Áh-Áhhhh!!!.…
WELCOME!!!…
Vá lá, Joana, não diga que não gostou do ‘fait divers’ da panificação…
Pois, pois, António Benedito, desconverse … É claro que gostei — tal como de mais um ou outro, muito poucos claro, que não vou aqui evidentemente referir, porque estou amuada — mas não pense que é com pães, brioches ou até bolos que atenua a minha indignação perante o ternurento e despropositado uso do “Joaninha”, que deve ser reservado a criaturas realmente adoráveis, como a prima do Zé Fernandes e assim. E toclas!
Caríssimo Eça, o mundo pode até ser nosso — temos tantos bens que a conta me escapa — mas que o emprestamos pra que vocês o cuidassem, não tenha dúvida…acha bem que, se estivesse sob gestão acurada, estaria essa bandalheira? Acha mesmo que se as três graças — que calha estarem aqui e ali (talvez mais aqui mesmo no cemitério) — estivessem a cuidar de tudo, como cuidaram de levar os homens ao Neolítico como você mesmo ressaltou, não estariam a fazê-lo com a mesma perfeição?
Mas sei que esse post — embora ressalte a beleza da companhia que apregoaste no passeio ao Jurássico — como no mais tantos usuais biquinhos, é charme, a ver se chama as Senhoras daqui a ralhar convosco, pois sim, dever cumprido…Elas, por acaso, confirmaram?
Amiga Luciana: assim-assim…
Sinceramente esperava uma saraivada de ‘rockets’, ou, no mínimo, algumas dislexias de teclado.
A Joana ainda esgrimiu, mas parece-me que aquele BOLD a trai um bocadinho, não acha?
Ainda assim sinto-me amofinado. Quase desiludido. Enfim…
Mas nunca esqueça: por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher — diz o provérbio, e o provérbio não mente.
Bom, o Chico diz assim:
Por trás de um homem triste
Há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher
Mil homens, sempre tão gentis…
Aha aha aha Luciana!
“e como já dizia Jorge Maravilha,
pleno de razão
mais vale uma filha na mão,
do que dois pais sobrevoando…”
António Eça de Queirós. Ai…nem sei que lhe diga!
Mas digo na mesma, caracteristica como se sabe muito feminina, que os homens só falam quando têm coisas importantes para dizer…
Olhe, deite as culpas para o rei Herodes, que podia ter feito uma carnificina metódica, dando cabo das meninas, em vez de desperdiçar a preciosa ocasião por medo de perder o tacho…claro que a enteada o distraía um bocadinho dos deveres, mas já basta de cabeças cortadas.
(o fait –divers da panificação teve graça sim senhor –e a Joana, que havia de fazer-se com ela, antes da invenção do litio?)
Por aí tudo bem, portanto.
Mas as graças? Erga as mãos para os ceus e agradeça ter sobrado uma, que a graça dada não se olha o dentinho de víbora.
Coma croissants, António, coma croissants.
E aí vai 8/5 de cinema e responda se souber (mete luva branca):
Marcelo, Marcelo! O que querem os homens?
Cumprimentos, T. F.
Perfeito Teresa.…e impressionante como as metáforas denunciam aquilo que os homens não falam enquanto buscam a essência da Dolce Vita. Pois sim, os brioches fazem a diferença!
Que bem, António, que tu explicaste a História Universal às crianças (de saias, está claro). Ó se gostei.
A Joaninha, Joana, foi manobra dilatória contra feminis fúrias. E foi por aí que fiquei mais ou menos a saber que não ia ser condenadao às galés…
Luciana: pois!…
Teresa F.: Dino Risi?… O pior é que me lembro do filme mas a minha memória elefantina, com este calore, foi a banhos!
Logo lhe digo.
Quanto à graça sobrante nada a obstar: casei com ela… acho eu!
Benedito…descobri de onde vem essa coisa das graças, é genético: http://www.teiaportuguesa.com/lusografo/imagens/estatuaeca.jpg
Pois bem me parecia que a graça sobrante lhe calhou a si, ou não andaria tão bem disposto…será um caso de falar de barriga cheia.
Quanto ao bisavô e sem querer, como diz o vosso amigo Nemésio, “alumiar o nome de ninguem”,
bem podia despir a verdade, que só dava por ela na ultima página — e era se fosse.
(afinal tem duas graças, a sua actual e a empregada da bisavó)
O Marcelo, esse, andava sempre metido em trabalhos…mas não se safou nada mal. Deus o tenha em bom lugar.
http://www.youtube.com/watch?v=MFQQBxREOPA&feature=related
Qbrigado, Manuel.
Finalmente algum reconhecimento da comunidade internacional…
Bem, Teresa, A turmalina respondeu por mim…
Benedito Eça, já que estou falante hoje deixo aqui mais um video para o seu post : http://www.youtube.com/watch?v=E85Ke3kf2_E
;o)
António, pelo que vi no You tube, a tua amiga Katia é uma celebrity nacional. Não conhecia. Uma experiência edificante.
Agora não sei se valeu a pena ler o teu post. Ficaria na santa ignorância de quem não sabe e não vê.
No entanto, a coisa que verdadeiramente me deprime é que estou convencido que a miúda até nem é estúpida de todo!
Não vi do vídeo da Kátia, mais que segundos: tive receio que tirasse a graça ao post. Agora tenho que ver.
Não faça isso Eugénia! Não faça, que o seu mundo fica melhor assim como é.
Turmalina, sabe o que a empregada da minha bisavó disse quando viu a estátua (ela assistiu à inauguração): «O sr. Eça está muito bem, agora a srª D. Emília, assim toda despidinha, até parece mal!…».
Gostei muito da Gisele a desancar no Romário: é assim mesmo!
Vasco, a «minha amiga» Kátia?!… Irra!… Tem dó!
A única coisa que diz com alguma piada é «as calças todas alapadas ao pacote» (pacote!, é mesmo do Puârto, carago!).
Eugénia, não veja mais de cinco, dez segundos…
Manuel, espero que depois disto me deixes de tratar como um ingénuo (embora eu seja, mas não gosto que mo digam…)
António, peço que deixes de ter explicações de desconstrutivismo com a Katia. Prefiro-te inocente (ingénuo?), até porque me enerva-me esta desmitologização barthesio-derridiana com que a Katia torrencialmente nos ofusca.
TERESA FONT! FONT! Teresa!… Allô, allô?!
Sobre as graças tudo bem, mas sobre o «bem podia despir a verdade que só dava por ela na última página» (e se desse!)… isso quer dizer o quê ao certo?
Fiquei deveras curioso com esse seu enigma. Palavra…
Allô AEQ, Teresa Font apresenta-se ao serviço.
Quer dizer que o Carlos da Maia era um rapaz muito distraído — não é que eu não ache bonito o amor familiar mas, enfim, há limites.
O José Matias outro que tal. Mais aquele cujo nome me escapa e que foi recentemente imortalizado pelo nosso cineasta mais famoso.
E etc etc…que não vale a pena falar-lhe a si do resto da obra, que muito admiro, aliás.
(…nem as tias enganavam. A tunica da Virgem Maria? Palavra?)
Capisce?
Matias era impotente, o namorado da rapariga loira um simples e o Maia um ‘enfant gâtè’. Aonde tudo isto liga às graças, non capisce…
Mas não se preocupe, o erro é certamente meu.
Enganei-me: não é às graças, mas sim à verdade na última página, ou nem isso…
Non capisce na mesma.
Pois era só uma modesta ideiazinha — a de que a literatura, com L grande e a outra, mais pequenina, vive dos mal-entendidos entre as graças e os graços.
(do Matias quem não percebeu nada foi a bela Elisa…)
Mas a sua história universal contada às criancinhas de saias era tão definitiva e sabedora que apetecia meter uma colherada.
Não foi de prata, paciência.
Quanto a capiscar, à nora ando eu, junto com a cara metade da humanidade-ora bolas, isto rima.
Mas fica assim mesmo.
Olhe, sei lá, como tão apropriadamente diz a outra.
Ok, Teresa, agora capisco…