Carl Jacobsen não foi só filho do fundador, e ele próprio administrador, da fábrica de cerveja Carlsberg. Com os rendimentos que a cerveja lhe trouxe, construiu, a partir do embrião deixado por seu pai, uma das mais belas e valiosas colecções de esculturas que o mundo conhece e que hoje pode ser vista no Ny Carlsberg Glyptotek de Copenhaga. Predominam obras das culturas antigas do Mediterrâneo – egípcia, romana e grega — mas não só. Porque foi um dos principais patronos ou mecenas de Auguste Rodin, Carl Jacobsen dotou o museu de obras que para ele foram criadas expressamente pelo escultor e ainda de cópias (uma prática frequente em Rodin) ou variações de outras das mais famosas como os Burgueses de Calais ou o Beijo. Quem não consiga dar um salto a Paris, ao Museu Rodin, não disporá certamente de melhor local para admirar a obra do escultor. E, acrescento, em nenhum outro lugar do mundo, se poderá, pelo menos por enquanto, ver a fabulosa Nature Study da recentemente desaparecida Louise Bourgeois. E que bem fica ela na companhia das estátuas de Rodin.

A Nature Study de Louise Bourgeois na companhia de Rodin

















Prefiro Rodin à Louise Bourgeois, e dela prefiro mais as formas abstratas.Não gosto muito de suas formas humanas, ou pelo menos, as partes dos corpos.E não porque são fartas, mas porque sinto nelas um quê de agressividade.
Cara Turmalina: mas não será exactamente por serem agressivas (e esta é um belíssimo exemplo) que as obras de Louise Bourgeois nos interpelam tanto?
Até demais…
Diogo, que desagradável, este A Nature Study!
Da perturbadora obra de Louise Bourgeois, prefiro, apesar de tudo e por tudo, forma e significado, a sinistra Maman (http://www.guggenheim-bilbao.es/secciones/la_coleccion/nombre_obra_ficha_tecnica.php?idioma=es&id_obra=18&anterior=buscar_obra&busquedaPorArtista=136)
Desagradável mas não menos brilhante, Joana: a arte (em Bourgeois e não só) não se quer bonita.
pis eu tenho inveja que quem a pode ver de perto.