Crónicas do Reino da Dinamarca (2)

Carl Jacobsen não foi só filho do fundador, e ele próprio administrador, da fábrica de cerveja Carlsberg. Com os rendimentos que a cerveja lhe trouxe, construiu, a partir do embrião deixado por seu pai, uma das mais belas e valiosas colecções de esculturas que o mundo conhece e que hoje pode ser vista no Ny Carlsberg Glyptotek de Copenhaga. Predominam obras das culturas antigas do Mediterrâneo – egípcia, romana e grega — mas não só. Porque foi um dos principais patronos ou mecenas de Auguste Rodin, Carl Jacobsen dotou o museu de obras que para ele foram criadas expressamente pelo escultor e ainda de cópias (uma prática frequente em Rodin) ou variações de outras das mais famosas como os Burgueses de Calais ou o Beijo. Quem não consiga dar um salto a Paris, ao Museu Rodin, não disporá certamente de melhor local para admirar a obra do escultor. E, acrescento, em nenhum outro lugar do mundo, se poderá, pelo menos por enquanto, ver a fabulosa Nature Study da recentemente desaparecida Louise Bourgeois. E que bem fica ela na companhia das estátuas de Rodin.

 

A Nature Study de Louise Bourgeois na companhia de Rodin

Comentários a “Crónicas do Reino da Dinamarca (2)” (6)

  1. Turmalina diz:

    Prefiro Rodin à Louise Bourgeois, e dela prefiro mais as formas abstratas.Não gosto muito de suas formas humanas, ou pelo menos, as partes dos corpos.E não porque são fartas, mas porque sinto nelas um quê de agressividade.

  2. Joana Vasconcelos diz:

    Diogo, que desagradável, este A Nature Study!

    Da perturbadora obra de Louise Bourgeois, prefiro, apesar de tudo e por tudo, forma e significado, a sinistra Maman (http://www.guggenheim-bilbao.es/secciones/la_coleccion/nombre_obra_ficha_tecnica.php?idioma=es&id_obra=18&anterior=buscar_obra&busquedaPorArtista=136)

  3. José Navarro de Andrade diz:

    pis eu tenho inveja que quem a pode ver de perto.

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