Coisas roubadas à escuridão que as escondia

Gosto imenso de objectos e/ou documentos curiosos.
Há mesmo livros que nunca li mas de que gosto pela sua beleza.
Hoje trago umas acções e obrigações — que o tempo está disso…


Em honra dos nossos amigos do Brasil aqui está uma obrigação sobre um empréstimo ao Estado da Amazónia

E agora um empréstimo à Rússia czarista, objectivamente para a construção do metro de Moscovo



Lançado em 1912, deixou de pagar juro em 1917…

Finalmente, uma empresa de navegação falida, com motivos bem manuelinos




Comentários a “Coisas roubadas à escuridão que as escondia” (16)

  1. Turmalina diz:

    Ahhhhhhhhhh.…..que bruxo que nada, Benedito… se andas atento, sabes bem que tenho 25% do sangue russo e 50% português, e um coração todinho brasileiro, com a Amazônia ocupando bem uns 30%.

  2. António Eça de Queiroz diz:

    Sou bruxo ou não sou, Minas-Novas?…

  3. Estranho, lembro-me de ver umas obrigações dos Estados Unidos do Brasil, se não iguais, muito semelhantes, em casa do meu avô. Penso que eram também do Amazonas, mas já não garanto.

    E interessante a Russa ser pelo número redondo de 189 rublos!

  4. E por falar nisso, reza uma história na família, de que um antepassado teria descoberto um bezerro de ouro enterrado, que terá entregue ao rei. Por isso ganhou uma medalha ou outra qualquer condecoração, que já não me recordo, e uma autorização para “estacionar” a sua besta em qualquer ilhós (não faço ideia como se designam os aros onde se prendem os cavalos e os burros) do reino. O mais interessante é que supostamente esse documento teria sobrevivido até aos dias de hoje. Nunca o vi, mas a existir seria um belo documento para esta colecção.

  5. António Eça de Queiroz diz:

    Era sim senhor, Francisco.
    Eu tenho mais umas coisas por aqui que vou procurar.

  6. António Eça de Queiroz diz:

    Do Alves Reis?
    Já as vi, a verdadeira e a ‘falsa’.
    Sabes que há uma de dez paus com o Eça?
    E que há notas que só foram usadas em Timor-Leste na II Guerra, durante a ocupação japonesa, emitidas pelo Banco do Japão e descontáveis no Banco de Jacarta? Até tinham o sol nascente e tudo.
    Vale a pena ver o Museu do Papel-Moeda, aqui no Porto, tem os dinheiros mais estranhos que se fizeram em Portugal. E foram muitos.

    • Orcama diz:

      Eça agora, falsa como, se foram todas feitas na mesma casa bancária, mesmo papel, mesma data de emissão e, ainda por cima com os mesmos números. Como distingui-las?
      Vou ver se lhe faço chegar um cheque já antigo, que aqui tenho, passado em seu nome… nem sabe por quem…

  7. António Eça de Queiroz diz:

    Turmalina! Que distracção a minha!
    Você disse partes de russa, de india e de portuguesa?
    Caramba!, você deve ser todo um mestrado sobre anatomia comparada!
    Quer dizer, algo desse género…

  8. António Eça de Queiroz diz:

    Orcama, fique sabendo que se podem distinguir. Têm um sinal escondido debaixo do florão que envolve o valor, e só isso distingue a diferença das emissões. Ambas são verdadeiras no sentido técnico, o pedido de emissõa é que foi falso: Karel Marang arranjou as assinaturas e Alves Reis falsificou-as.

    • Orcama diz:

      O pedido de emissão foi falso no sentido técnico. Para a entidade emissora o pedido era tido como legítimo. Essa agora é que me deixou siderado. Desconhecia em absoluto que se pudessem distinguir.
      Obrigado.

  9. António Eça de Queiroz diz:

    Exacto, Orcama: com um conta-fios vê-se, por baixo do florão, o sinal secreto que as diferencia.

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