Sympathy for Lady Vengeance

Cheguei a Park Chan-wook através do fabuloso Old Boy (o tal, o do polvo de que falei aqui) que me foi recomendado pelo insuspeito Diogo. Meu Old Chap.Prossegui a incursão com Thirst, uma recomendação subtil do meu líder espiritual nestas andanças. Pedro Marta Santos, lui-même. Ontem fechei a trilogia da Vingança (que, em bom rigor, ainda não abri) com o não menos fabuloso Sympathy for Lady Vengeance.

Sabem que mais? É espantoso mas é a mais cruel das verdades. É possível filmar a violência com extraordinária sensibilidade. É possível fazer da mutilação e da morte um espectáculo de puro deleite estético. É possível fazer humor com o mais abjecto de todos os sofrimentos. É possível fazer da vingança um pecado redentor de todos os pecados. Não pensem que enlouqueci. Rendi-me, isso sim, ao talento extraordinário de Mr. Park.

Hoje, depois de por as crianças na cama, talvez abra a trilogia.

Mr. Vengeance já chegou. Pelo correio. No pacote de papel pardo em que se embrulham todos os meus pecados.



Comentários a “Sympathy for Lady Vengeance” (3)

  1. Manuel S. Fonseca diz:

    O trailer é mansinho e elegante. Fiquei tentado. Como é que se arranja tempo? Querendo?

  2. Pedro Norton diz:

    entre a 1 e as 3 da manhã há sempre tempo para um filme coreano.

  3. pedro marta santos diz:

    Tellement gentil, mon cher Pedro. Não sei se já viste, mas há uma fita sul-coreana obrigatória quanto ao ambivalente tratamento da violência de que falas: “Memories of Murder”, do Bong Joon-ho (autor do menos interessante, mas muito considerado, “The Host” e do agora em cartaz “Mother”). Aposto que será do teu gosto. Ab

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