
O meu computador finou-se. Estava internado já há alguns dias e ontem chegou a notícia fatal. Não lhes peço que acorram em massa à cerimónia fúnebre. Sempre me disse que a queria simples. Respeito-lhe a vontade e vou só eu e o rato. A única coisa que lhes peço é um pouco mais de condescendência. Enquanto não chega um novo, vou continuar a cumprir o luto que me tem mantido mais afastado deste cemitério. Cada louco com a sua mania. E eu gosto de escrever à noite, no doce remanso do lar, com a companhia de um PC de confiança e de um rato devidamente acostumado aos tiques do meu indicador.

















Lá de confiança não era muito. Paz à sua alma, parafraseando Philip Dick.
E o K?
‘A scanner darkly’ parece-me um bom epitáfio informático…
Ficam aqui meus sentimentos.