O amigo do automóvel encarnado

Nos final dos anos 80 fiz, em Lisboa, um novo melhor amigo. Que me ficou até hoje. Não o vejo tanto quanto gostaria mas a vida é assim. Uns num sítio, outros noutro. Durante anos andámo-nos a desencontrar pelo mundo fora. Primeiro partiu ele em direcção à Alemanha, e eu aos Estados Unidos. Depois foi ele para os Estados Unidos e eu para a Holanda. Vim depois para Itália tendo ido ele para a Irlanda. Há uns anos atrás decidiu finalmente regressar a Portugal. Eu ainda não me consegui decidir a fazer o mesmo. Talvez, e também pela nossa amizade, o faça um dia. O tempo mo dirá. São difíceis estas amizades modernas.

Quando o conheci, cruzavamos, num desarrumado automóvel encarnado, a sinuosa rota Lisboa-Praia Grande, onde se ouvia sempre…

…isto, (um verdadeiro Rocky Horror Show on speed)

…e isto, (para cuja genialidade nunca tive, e continuo a não ter, palavras.)

E a vida era, nesses anos, e também por causa dos “istos” aqui de cima, uma verdadeira festa.

Comentários a “O amigo do automóvel encarnado” (1)

  1. Joana Marques diz:

    O “som” que se ouvia no automóvel encarnado, era bom… as amizades que se mantêm apesar da distância e dos “desencontros” impostos pela vida, são ainda melhores, por isso segue o exemplo do Amigo do automóvel encarnado, ganha coragem e REGRESSA.

    Não só pelo Amigo do automóvel encarnado, mas, também, por muitos outros que com toda a certeza gostariam de te ter por perto!

Comentar