Mao, Mao Maria

No seu habitual estilo insidioso, todo falinhas mansas, todo gentilezas, todo serpentífero charme, alguém (you know who) anda a fazer propaganda a um livrinho vermelho que vai emprestar à Joana e à Luciana. As meninas, bem entendido, lerão o que bem entenderem. Mas não digam que não levaram daqui um aviso amigo de quem só lhes quer bem: da última vez que alguém andou a impingir livrinhos vermelhos, a coisa acabou preta.

Comentários a “Mao, Mao Maria” (15)

  1. Turmalina diz:

    Ah..esta então é a cara de tal livrinho tão comentado…soube que em alguns lugares por onde passou, causou grandes estragos.

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    Hum, Pedro, depois de enchermos a cara do dragão de rouge, eu já ajusto contas consigo.

  3. Vasco Grilo diz:

    Tenho um que comprei em Pequim. Vendem-se ali como Galos de Barcelos. Por uma estranha razão, trouxe-o para casa e acabou na casa de banho. Ali ficou e ali ainda está. Leio por vezes pequenos trechos, outras vezes páginas completas. Nunca aborreçe. Nunca desilude. Uma leitura verdadeiramente estimulante. Aconselho mesmo como remédio santo, em casos graves de obstipação crónica.

  4. Luciana diz:

    Pedro, Pedro, se eu fosse tu e tivesse demorado tanto tempo a pôr as Norris Jeans (pois eu li a promessa que fizeste à Eugénia) não vinha com tantas gracinhas a falar-me de livros. Mas perdôo pelo gentil “lhes quer bem” e porque assim, assim, vermelho e preto são as cores do meu time do coração…

  5. Joana Vasconcelos diz:

    Pedro, agradeço o amigo cuidado: tomarei as necessárias e justificadas precauções com Manuel & Mao e seus lindos Livrinhos Vermelhos …

  6. Manuel S. Fonseca diz:

    Pedro, a coisa correu mal no Livro Vermelho de Jesus (juro que não há o menor sentido blasfematório na expressão que ainda por cima é verdadeira).
    E, já agora, bem gostava de saber onde é que páram os meus outros Livros Vermelhos (tive um português e outro francês) do Grande Líder. Se bem me lembro, quando voltei ao Lobito, ao meu apartamento de professor subversivo, depois da derrota da Unita e dos carcamanos, encontrei na rua o 2 CV queimado, o chão do apartamento sem tacos (madeira que tinha servido para cozinhar, sem dúvida) e, salvo, no meio do lixo, o envergonhado livrinho. Um dia conto.

    • Joana Vasconcelos diz:

      O que é que são carcamanos? E qual dos livros estava no meio do lixo? O português ou o francês?

      • Manuel S. Fonseca diz:

        Os carcamanos eram, em 1975, os invasores sul-africanos, alinhados com o exército da Unita. No Lobito era o português; o requinte francês estava reservado para debates de extremíssima esquerda em Luanda.

        • Joana Vasconcelos diz:

          Thks, Manuel. E já agora, professor de quê? E subversivo porquê? Pelo que ensinava, pelo que ensinava em vez de, ou pelo que não ensinava?

          • Manuel S. Fonseca diz:

            Tinha 20 anos e dava Literatura Portuguesa ao então 6º ano do Liceu. O resto é uma long story que não tenho como fazer (para já) short. Num jantar de blog, maybe…

  7. António Eça diz:

    Com que então agora ecnchemos «a cara do dragão de rouge», é, Manuel?
    Deixa-me só lembrar-te o simposium terapêutico, na sua página 666: «A gripe do mofo, quando não exposta a vitórias, dura um ano inteiro».
    Cuida-te, rubro!

    • Manuel S. Fonseca diz:

      O Bemquerença arranjou maneira de não se jogar futebol. Mas até nem nos ficou mal uma certa compaixão por quem mais sofre.

  8. António Eça diz:

    Com Paixão?!
    Ainda era pior.

Comentar