Interlúdio musical




Les bois étaient tout recouverts de brumes basses,

Déserts, gonflés de pluie et silencieux;

Longtemps avait soufflé ce vent du Nord où passent

Les Enfants Sauvages, fuyant vers d’autres cieux,

Par grands voiliers, le soir, et trés haut dans l’espace.


(excerto de Enfants de SeptembreLa Quête de joie, de Patrice de La Tour du Pin)



Comentários a “Interlúdio musical” (8)

  1. Eugénia de Vasconcellos diz:

    Já lhe agradeci, Antoine, por me ter apresentado a Patrice de La Tour du Pin? Não. Acha bem deixar-me ser malcriadona? Merci.

  2. Joana Vasconcelos diz:

    O que eu gosto de This Mortal Coil! E desta em especial. E há quanto tempo a não ouvia …

    António, tinha ficado curiosa acerca do La Tour du Pin. Gostei muito. Espero que continue a mostrar-nos porque gosta tanto dele …

  3. Benedito de Queiroz diz:

    Eugénia, você é um nadinha destravada (he-he-he!…) mas não é malcriadona. E sim, acho bem, porque não tem nada de agradecer pela razão simples do prazer que me dá mostrá-lo a quem não o conhece.
    Joana, quem sabe e não farei dele um QM?… É, esta Song to the Sireen (um original do Tim Buckley, de 67/68, veja lá!) é lindíssima, e a voz da Elizabeth Fraser é única. Também gosto muito dela em ‘Lorelei’, ainda Cocteau Twins. Vou ver se a descubro para a mostrar.
    Mas agora vou dormir, estive no almoço do meu batalhão, em Alcobaça, e estou derreado de abraços, gargalhadas e quilómetros.
    Mais logo be-logo.

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      Se destravada for de mais de irreverente do que de sem travões, concedo, já a minha avó dizia que excesso de reverência é cobardia ou dissimulação.

  4. António Eça de Queiroz diz:

    Tenho de ter atenção: meti tantos pseudónimos que agora nem eu sei quando eles entram, não pedem licença.
    E agora a frase completa: mais logo be-logo mais…

  5. António Eça de Queiroz diz:

    A sua avó estava cobertinha de razão, Eugénia. Mas o destravado que eu sou não se fica pela irreverência: quando sei que estou certo e isso tem importância esqueço-me propositadamente dos travôes. E acho isso muito bom.
    Há tempos, num tribunal, onde estava como testemunha de acusação — num processo cível que coloquei contra unma empresa — a advogada de defesa tentou provar que eu estava a mentir. No momento em que percebi isso disse o seguinte, alto e bom som: Então a senhora acha que eu jurei falso ao afirmar que só iria dizer a verdade?
    E depois para o juiz: Senhor dr. juiz, a senhora advogada está a acusar-me de perjúrio, e ela não pode fazer isso porque não o pode provar.
    O juiz sorriu-se de forma dissimulada e deu-me razão.
    O meu destravão funciona muito bem, quando bem usado…

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      Acordamos no modo e discordamos na palavra: isso que fez não revela falta de travões ou limites. Mas que não permite, e muito bem, que passem os seus. E foi irreverência, também.

  6. António Eça de Queiroz diz:

    É capaz de ter razão.
    Mas eu também queria meter-me consigo… um bocadinho!
    É o meu destravão.

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