Ao terceiro dia, o consenso, entre mãe e filhas. Refiro-me evidentemente ao Rock in Rio. Vetada a Shakira, por mim (“já não se aguentam as músicas” e os sugestivos hip movements, “vêem-se muito melhor na televisão e até dá para treinar, estando em casa”), os Trovante por elas (“quem são esses?”) e o Elton John por unanimidade, convergimos no cartel da passada quinta-feira, 27.
A começar, Xutos. Cada vez melhores. Divertidos, afectuosos, encantados e encantadores. Foi um fim de tarde de folia e de reencontro. Arrancaram em grande, ainda era dia, com Contentores e foram, em crescendo até ao apoteótico final com o já clássico Maria, o Tim com o eterno lenço vermelho e de camisola do Benfica. Na relva, a malta cantava aos berros e dançava, imparável. A fauna era completamente diferente da que povoava o Restelo, em Setembro – em vez dos cinquentões rockeiros, de couro negro e alma gentil, era sobretudo miudagem, vinda para os concertos seguintes; em vez do docemente perfumado cheiro que então pairava no ar, voavam objectos em direcção às babes que, às cavalitas dos moços, tapavam a vista e ferviam moches e empurrões. A animação, essa, era a mesma.
Depois, a grande revelação da noite. Para mim, claro. Snow Patrol. Conhecia uma ou duas músicas, de que gostava. Descobri que conhecia e gostava de muitas mais. E descobri, sobretudo, um grupo talentoso e com uma fantástica presença em palco (é assim que se diz, não é?). O vocalista, o irlandês Gary Lightbody - informa-me a Santa Wiki, padroeira dos afoitos, que escrevem e falam do que pouco ou nada sabem – um encanto. Simpático, descontraído, com uma belíssima voz e, lançando mão da já clássica expressão do nosso Diogo, com uma imagem muito interessante. Run, Chasing Cars, Open Your Eyes, Just Say Yes e Set Fire to the Third Bar, em dueto com Rita Redshoes, foram alguns de entre tantos momentos intensos e inesquecíveis. Fiquei fã.
Por último, os portentosos Muse. O concerto foi, to say the least, avassalador. Uprising e Supermassive Black Hole foram, como se esperava, momentos de absoluta loucura. As músicas são todas fabulosas. O som, poderoso. Matthew Bellamy, o extraordinário vocalista, toca uma miríade de instrumentos, incluindo uma guitarra com dois braços e um piano, lindo de morrer, de cauda e com a tampa transparente. Dir-se-ia estar ligado à corrente eléctrica. E a imensa multidão em êxtase também. Impossível ficar quieto, calado, sossegado. Time is Running Out, Starlight, Citizen Erased, Plug in Babe, Undisclosed Desires, Knights of Cydonia, entre outras, seguiram-se a um ritmo alucinante em quase duas horas de puro arrebatamento. Foi brutal. Lindo mesmo.

















Fiquei cheia de inveja!! Mas como sou má devo dizer-lhe que perdeu um belíssimo concerto dos Trovante no sábado passado, muito bom mesmo! E os meus filhos, que não sabiam quem eram esses, agora sabem e gostam. Não me perdoam é não os ter levado. As más são assim, podem ir a concertos sem os filhos ;).
MJC, anda bem que fala nisso, então e aquele lindo grupo do FB, do qual fiquei com ideia de que era também promotora — QUEREMOS UM CONCERTO DOS TROVANTE A SÉRIO?
É que eu quero muto
1) Aderir
2) Ir
3) Dar uma derradeira oportunidade ao trio de bárbaras que aqui tenho (mas, caso persistam no erro, deixá-las sossegadinhas em casa e ir na mesma …) ;)
Não Joana, só promovi o das TROCA DE RECEITAS…, a este dos Trovante limitei-me a aderir!
Parece-me bem
1) que adira também
2) irmos
3) que os dois trios queiram ir, ou que fiquem em casa;))
Gabo-lhe a pedalada…
Eu também. Já não aguento grandes ajuntamentos. Só no futebol.
Joana…adorei a sua disposição…eu até gosto de shows, mas dos mais intimistas.Nada mais de estádios e grandes ajuntamentos.