Ao negro ou Arte para tempos sombrios

O fotógrafo Bill Henson mergulha tudo num diáfano crepúsculo. Ou então é ao contrário; na escuridão, transformadas em vultos, as coisas cintilam aquilo que lhes é essencial.


Bill Henson; Untitled # 8; 2007–2008



Bill Henson; Untitled # 3; 2009


Silvia Bächli está longe de ser consensual. Tanta simplicidade para alguns é simplista. É como se ela esfregasse, raspasse e fosse retirando tudo o que lhe parece a mais: cores, formas, espaço e por fim até a luz. Até ficar muito pouco, muito frágil, um vestígio – nós.

Silvia Bächli; Untitled; 2007

Silvia Bächli; O.T.; 2006

Comentários a “Ao negro ou Arte para tempos sombrios” (1)

  1. Joana Vasconcelos diz:

    Que fantásticas fotografias! Extraordinários, o efeito de luz sobre fundo negro na primeira e o tom totalmente crepuscular da segunda. Fascina-me na fotografia a ideia de conseguir apanhar naquele exacto instante aquele exacto efeito — de luz, de sombra, de expressão. Lembro-me de aqui há uns anos ter visto em Berlim uma exposição retrospectiva sobre arte na DDR desde o pós-guerra até à queda do muro. Era tudo muito pesado e sombrio, mas o que mais me impressionou foi uma secção só com fotografia — só retratos pessoas anónimas, a preto e branco e nas mais diversas circunstâncias, cujas expressões dispensavam qualquer legenda …

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