A espera


A caminho de Liquiçá

Cedo o caminho começou a ficar atravancado. Não estava a imaginar este cenário. Serão pouco mais de 60 km entre Dili e Liquiçá, pela estrada estreita construída pelos portugueses. Mas com tanta gente e carro que se demoram mais de duas horas a chegar.

Saí do carro onde ía à boleia e sigo a pé pela estrada. Metro a metro há canas floridas a marcar o caminho, gente à espera debaixo das árvores ou em tectos improvisados.
Um homem vem a caminho lentamente. Quando me vê a tirar fotos, começa a correr para que a próxima já contenha o pequeno elemento mais importante.
A meio do caminho, cruzo-me com um grupo de militares portugueses, da missão de manutenção de paz do território, que se mantinha em Timor-Leste nesse Maio de 2002. O que segue à frente tem um nome que parece caído do céu para a ocasião.

                                     Chama-se Ressurreição.


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