
Já passa da meia-noite e a meia-noite de sábado pede um copo, a good smoke e um módico de brejeirice.
Lembro-me que num dos nossos (não é manolo, mário e jorge?) jantares colectivos, o Raul Solnado fez um rasgado elogio de outro actor, o Armando Cortez, jurando que não havia ninguém com mais sentido de humor repentista do que ele. E ilustrou dando provas. Contou-nos esta história:
O Armando vinha atrasadíssimo para um encontro no já extinto Monte Carlo, ali na Fontes Pereira de Melo e há uma senhora que o interpela em plena rua. “Olhe, desculpe, não me sabe dizer onde é que fica o Banco Nacional Ultramarino?”. A despachar, o Armando, atira-lhe: “Minha Senhora, é no 69.” A senhora não se deu por achada e insiste: “É para cima ou para abaixo?” “Ó valha-me Deus, minha senhora – explica-lhe o Armando –, é um para cima e o outro para baixo!”


















Obrigado Manel, já posso ir dormir. Mais um dia que valeu a pena até ao fim.
Entre risos (e avisada do risco de se pedir uma informação por aí), informo que, seguida à sua interpelação sobre minhas descobertas, coloquei-as aqui:
http://eusouagrauna.blogspot.com/2010/04/as-macas-do-manuel.html
(tomei a liberdade de tomar-lhe o nome e a fruta para compor o título do post).
Luciana, fui logo lá ver e gostei muito!
Agora, as expressões que me deixam sempre intrigada:
– graúna
– pega-pega, joão-atrepa, carimba
(rueira e exibida percebi e achei uma delícia…)
Joana, sinto, desde sempre, que gostaria muito de ser tua amiga de infância. E nem é porque estou bêbada que escrevo isso, embora estar assim facilite escrever e não sentir. Graúna é por causa do Henfil, grande cartunista brasileiro: graúna é aquela “passarinha” que ilustra o topo do blog. O primeiro post de todos explica tim-tim por tim-tim (http://eusouagrauna.blogspot.com/2010/02/primeiras-palavras.html). As demais expressões são jogos infantis que não sei traduzir mas, caso tudo continue como vai, logo saberei explicar…
Que delícia!
Obrigada, Manuel, por me ter feito recordar as histórias que um homem grande contava como só ele sabia.
Deixo-lhe uma na primeira pessoa:
Num almoço de domingo, em restaurante caseiro, o dono do mesmo sentou-se ao nosso lado. O Raúl, simpático e afável, foi conversando com o senhor. Depois de algum tempo de conversa morna e terrivelmente maçadora, o senhor voltou ao seu posto e o Raúl disse-me no meio de uma gargalhada:
Sabes qual é a diferença entre um chato e um corno? É que o corno é sempre o último a saber e o chato não sabe nunca!!!
Dobra, essa também é uma delícia!
Ser o último a saber, também é chato…