O PMS inaugurou-o com sofisticação e erudição. O Gonçalo transportou-o para os ritmos bamboleantes dos trópicos. O PN elevou-o à condição de arte em radiográfica forma. Mas foi a Joana que deu o passo decisivo ao chamar pelo nome aquilo a que os anteriormente citados, do alto do seu pudor, não se tinham atrevido a verbalizar.
Faça-se pois a vontade à Joana e anuncie-se à blogosfera, com pompa e circunstância, o mais apetecido dos rankings, o dos portentosos rabos.
E porque não quero desmerecer do irrecusável e premente desafio da Joana, aqui deixo o meu contributo. Ladies and Gentlemen, directamente do Kodak Theatre, e com a caução do consensual Mr. George Clooney, eis a arte pura de Ms. Vera Farmiga em Up in the Air.
* A adjectivação é de PMS, a quem daqui faço a devida vénia.

















Mas essa linguagem é bem mais poética, Caro Diogo!
Quando vi a cena pela primeira vez, no contexto, me perguntei se a “imagem” era mesmo da Vera.
Do dicionário que habita comigo: adj (lat portentosu) 1 Que tem caráter de portento; assombroso, maravilhoso, prodigioso. 2 Extraordinário, insólito, raro.
Para bem cobrir as duas acepções, creio que apenas as indicações de PMS, PN — especialmente no que tange ao insólito — e esta memorável aparição de Vera…creio que a exuberância banalizada sob “o ritmo bamboleante dos trópicos” não alcança– justamente por sua franca abundância — a descrição: rara.
Já eu, também tenho minhas preferências de rabos e portentos — que nem sempre aparecem juntos, não é? Fico com Ata-me e o ainda jovem — mas já assombroso — Bandeiras (não coloco o link porque quero continuar às boas com Joana).
Luciana, concordo inteiramente com tudo o que diz, mas por amor de Deus, não dê mais ideias à rapaziada!
Diogo, bela lembrança e melhor início: Vera Farmiga é, de facto, olhada de costas com deleite, uma traseira revelação, a requebrar como ninguém: já se pressentia no Scorsese, confirmou-se no Reitman filho. É daquelas com que vale a pena rejubilar mesmo que o filme que a recebe não valha a pena. Vi um desses recentemente, uma coisa chamada “In Transyt”, onde a Farmiga causava formigueiro a Thomas Kretschmann, ele prisioneiro nazi, ela carcereira russa — estás a ver onde tudo desembocou…
Vou fazer uma listinha. Obrigado.
Diogo, isto assim não pode ser!
Não se trata de me atribuir a ideia e a autoria do presente desafio — confesso que achei óptimo, porque jamais me ocorreria tal coisa e, assim, fico na blogosfera com uma imagem altamente prafrentex, que muito me agrada …
Também não se trata de, enquanto mentora do dito desafio, ficar, naturalmente, impedida, de nele participar — quem me conhece sabe que eu sou avessa a qualquer tipo de protagonismo e que a minha timidez me remete sempre que possível para o anonimato e o silêncio.
O problema, Diogo, é que este desafio NÃO TEM REGRAS! Se isto é um ranking, quais são os critérios de classificação? Quem decide? Quem vota? Com quantos portentosos rabos se pode participar? Quem declara o vencedor? Isto, vindo de um jurista, não é aceitável! Ora veja lá o fervor regulamentar com que o MSF nos brindou no desafio das maçãs na cabeça …
Toca a estabelecer rapidamente regras, não vá alguém pensar que este seu (meu!!!) ranking é um mero pretexto para postar alegremente portentosos rabos …
Desafiante Joana Vasconcelos,
Tendo em conta o sesso desafio, temo que fique com uma imagem algo retrogradex…
Eu não me importo de ser o juiz…