A ideia era simples. Acabar umas reuniões em Princeton na sexta. Partir de Nova Iorque para Mumbai no Sábado, e aí, numa semana de fast meetings, fast networking, fast decisions, instant wins e immediate gratification, (o correspondente a dois meses de trabalho na década de 60), atingir os muito aggressive targets propostos, conseguindo assim estar de regresso a casa, em Milão, na próxima sexta-feira de manhã.
Pois nada disso. Uma primitiva nuvem de poeiras e toma lá *. Já não vais a lado nenhum. Ficas aí que é para aprenderes não andar a brincar aos Masters of the Universe.
E assim, aqui continuo, reduzido à minha humilde condição de humano, à espera de um avião que se digne a levar-me para casa. **
O que me valeu foi ter encontrado uns velhos anjos da guarda amigos que, no Sábado à noite, me levaram a ver o interior de uma muito rocócó caixa de veludo. Sem eles, teria passado o fim-de-semana a fumar cigarros e a beber mau café.
“The Box” — 189 Chrystie St. — Manhattan, New York City
* Ao contrário do que para aí se diz, a culpa não é do Pedro Norton, mas sim do José Navarro de Andrade que se pôs a tocar os seus instrumentos de percussão sem dar cavaco a ninguém.
** O John Cleese estava em Oslo na Sexta-feira. Apanhou um táxi para Bruxelas. Pagou cerca de cinco mil euros. Parece que se recusou a pagar o custo extra da bagagem.
















