Isto foi a gota de óleo*

A nafta corre, simplesmente.

Agita, pois, tua alma…

Cada gota de óleo é morte

Que a própria corrente porta.

 

Não importa ser o eu que a alma almeja…

A nafta simplesmente corre.

Abri as portas do céu, para que ele seja…

Que o que nasce devagar sempre morre.

 

* Gonçalo, desculpa apropriar-me assim, sem vergonha, do teu belo e fresco poema. O contraste com o que está para acontecer nas costas da Luisiana é forte demais para que o não faça. 

Comentários a “Isto foi a gota de óleo*” (2)

  1. Gonçalo Pistacchini Moita diz:

    Vasco, fizeste muito bem. Permite-me notar, no entanto — já que talvez estejas um pouco desabituado do português, que, como sabes, é uma língua traiçoeira -, que não é bonito falar-se assim em público do que está para acontecer nas costas da Luisiana. :)

  2. Turmalina diz:

    Nem mesmo eles (os americanos) sabem o alcance de tal desastre…eu fiquei passada…

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