
Pouco depois de ter cortado a orelha, conforme carta que escreveu a Theo, seu irmão, Vincent Van Gogh pintou estes dois caranguejos. Esta natureza morta pertence a uma colecção privada e raramente tem sido vista – esteve agora, até ao passado dia 18, exposta na National Gallery.
É provável que Vincent se tenha inspirado em reproduções do japonês Katsushika Hokusai que Theo lhe tinha enviado numa edição da revista “Le Japon Artistique”. Também é provável que os dois caranguejos sejam apenas um, pintado direito e de pernas para o ar no mesmo quadro. Não conhecia e gosto, de boca aberta até que entre mosca, das vigorosas pinceladas que oferecem um mar inteiro ao heterotópico crustáceo.


















Eu bem sabia que não era o único a andar de boca aberta mesmo depois de passados os 18 anos.
Obrigado por me fazeres companhia amigo Manel!
Vasco, há dois dias que não ando só de boca aberta. Tusso, espirro, e o diabo a quatro. Uma, como é que se diz, arreliadora insolação pôs-me os olhos mais vermelhos do que os caranguejos do Van Gogh, e plantou-me no peito uma caótica peça de John Cage.
Só por isso, pela desenfreada excitação da pituitária, não apareci aqui para o diálogo com tão simpáticos comentários.
Agradeço a todos.
Temo ser banida de tão querido blog, mas é necessário dizer que neste sábado devorarei os dois em leite de coco, em Canoa Quebrada…terei convidados?(http://www.portalcanoaquebrada.com.br/canoa_quebrada_fotos.htm)
Nunca tinha visto tais lindos caranguejos!
Estes não, também nunca tinha visto.
Mas já lhes comi vários familiares, pois sapateiras (que é o que estes são) é coisa que não falta por aqui.
Que lindos!!! Também não os conhecia, mas olhando melhor ele bem que poderia ter usado a orelha como modelo para os bichinhos…o da direita lembra bem o formato de uma.
Parecem de cerâmica. De Bordalo.
Olá Orcama, acredita que foi exactamente desses que me lembrei quando vi estes?
É, são muito bem parecidos e parecem apetitosos. Mas M. Antoine ousou ir mais longe, degustando-lhes os familiares…