
Standing Nude, Nadar. Paris, c.1855
A menina descomposta que este vosso amigo aqui posta, foi fotografada por Nadar (de que falei aqui e aqui) e dava pelo nome de Mariette. Parece. Como parece, só parece, que serviu de inspiração para a Musette das Scènes de la Vie de Bohème de Henri Murger. Assim mesmo, sem acento circunflexo, para desenraizar e conceptualizar a boémia. «La Bohème, c’est le stage de la vie artistique; c’est la préface de l’Académie, de l’Hôtel-Dieu ou de la Morgue». E não é que a boa da Musette (força de expressão, bem entendido) veio a servir de inspiração, disso parece haver certezas, para a Musetta de Puccini? A tal que Jane Powell, com a Miranda a ouvir, cantou assim:
E que a Callas, anos mais tarde, imortalizou assim:

















Agora isso ficou sério…além de escutas, também câmeras? Pois se a Callas não está aqui, no meu colchão, troppo fiera, troppo fragile, feito biografia nas letras do sr. Signorini?
Grandes musas :o)