Eu sei que pode ser difícil para alguns de vós. Mas tentem voltar a um tempo em que, para Lars von Trier, ainda não havia dogmas nem o cinema era (só) uma terapia para curar depressões. Recuem a 1991 e atrevam-se a mergulhar fundo no sombrio mundo de Europa. Nada de transcendente, basta deixarem-se levar pela voz hipnotizante de Max von Sydow enquanto contam até 10. Quando a contagem acabar, garanto-vos que já não se lembrarão do Antichrist. Depois, à medida que o filme avança, não se espantem se tiverem vontade de engolir os impropérios que, ainda recentemente, dirigiam ao pobre Lars. No final, ficará uma esperança: a de que Lars von Trier, um destes dias, voltará a ser genial. Como o foi em Europa.
















Como é que o Diogo quer que se pense em Lars von Trier, se daqui a um bocadinho temos a Alice de Burton?
Um monumento ao Cinema: Europa. Não esquecer: Dancer in the Dark, Breaking the Waves ou The Kingdom II. Um dos melhores realizadores da década de 90.
fiquei virado do avesso a primeira vez que o vi. Mas hoje, revendo-o, estou convencido que era um objecto que veio do futuro cair nos anos 90.Na verdade não se passa em 1946, mas em 2046.